Rei dos pênaltis, São Paulo derrota o Atlético Goianiense e está na final da Copa Sul-Americana
Pela terceira vez no ano, o São Paulo saiu vencedor de uma disputa de pênaltis e tentará o bicampeonato da Sul-Americana contra o Independiente del Valle em Córdoba, no começo de outubro
Pela terceira vez no ano, o São Paulo teve que passar por uma disputa de pênaltis. E pela terceira vez, como contra o Palmeiras na Copa do Brasil e contra o Ceará na fase anterior da Copa Sul-Americana, o São Paulo foi o vencedor. Com uma boa partida com bola rolando, conseguiu igualar o placar agregado, depois de ter perdido por 3 a 1 em Goiânia, e contou com duas batidas ruins do Dragão para chegar pela segunda vez à decisão da Copa Sul-Americana.
O São Paulo não ganhava há seis jogos. Período em que estava vendo suas principais ambições descerem pelo ralo. Brigar pelo título da Copa do Brasil ficou mais difícil depois de perder por 3 a 1 para o Flamengo no Morumbi na partida de ida. No Brasileirão, a má fase se estende até mais, com apenas uma vitória em dez rodadas. E também tinha uma desvantagem de dois gols para correr atrás para não se despedir da Copa Sul-Americana.
Deu uma boa resposta. Rogério Ceni poupou jogadores no fim de semana e conseguiu encontrar um bom desempenho na hora certa para recuperar a semifinal. Sem esquecer que o Dragão voou no jogo de ida, o São Paulo criou as chances definir a parada antes dos pênaltis, mas pecou na finalização. Teve que recorrer à marca do cal, que tem sido uma das suas melhores parceiras nesta temporada.
Seu primeiro tempo foi bem bom. Não atrapalhou ter aberto o placar muito cedo. Logo aos quatro minutos, Luciano pegou a sobra da defesa do Atlético Goianiense e finalizou rasteiro. Renan deixou rebote, e Patrick apareceu sozinho para abrir o placar. O goleiro dos visitantes trabalhou novamente contra Luciano e depois comemorou o gol anulado de Calleri. O atacante são-paulino deu um empurrão em Klaus antes de recolher o cruzamento de Patrick e tocar no canto.
Ainda assim, era um começo de jogo promissor do São Paulo e a pressão continuou. Igor Vinícius perdeu uma chance clara, após toque de Calleri, que também teve uma excelente oportunidade, de cabeça, na boca da pequena área, mas desviou demais e mandou para fora. O Atlético Goianiense pouco atacou. Teve um par de ações ofensivas antes de os donos da casa ameaçarem novamente, quase no intervalo, com uma cabeçada dividida entre Calleri e Wanderson.
O volume do São Paulo seguiu relevante no segundo tempo, mas foi menor. E as chances também tiveram menos qualidade, mas Patrick voltou a aparecer. Surgiu entre os zagueiros e conseguiu desviar o cruzamento de Alisson da direita. O gol que garantia pelo menos a disputa de pênaltis ao São Paulo e ainda tinha meia hora de jogo pela frente.
O São Paulo conseguiu ficar em cima, mas não transformou o volume de jogo em chances claras para decidir a semifinal com a bola rolando. Rogério Ceni fez mudanças, com as entradas de Talles Costa e Giuliano Galoppo e depois substituiu o ovacionado Patrick por Juan. Quase sem ângulo, aos 44 minutos, Calleri exigiu mais uma intervenção do goleiro do Atlético Goianiense. Galoppo entrou ligado e teve quatro finalizações em questão de dez minutos. A última, uma batida cruzada de fora da área, foi a mais perigosa.
Reinaldo abriu os trabalhos para o São Paulo batendo cruzado. Wellington Rato deu toda a pinta que ia perder, mas fez exatamente o contrário e cobrou um pênalti indefensável. Com tranquilidade, Calleri fez 2 a 1 para os tricolores, e Baralhas homenageou o retorno do futebol americano batendo um field goal – pegou muito embaixo da bola e isolou.
Mas Luciano deu uma mãozinha ao colega e também chutou mal, cruzado, de canhota, sem força, facilitando a defesa de Renan. Shaylon deixou tudo igual, e Igor Vinícius, pelo alto, voltou a deixar o São Paulo em vantagem. Léo Pereira acertou a trave e, se não a tivesse acertado, Felipe Alves estava em cima da bola. Com elegância, Galoppo matou Renan na paradinha e tocou no canto para classificar o São Paulo.
Campeão em 2012, naquela final estranha contra o Tigre, o São Paulo retorna à final da Copa Sul-Americana. No começo de outubro, em Córdoba, terá o Independiente Del Valle pela frente para tentar ser bicampeão e, mais do que isso, conquistar seu primeiro título não-estadual em dez anos.



