Início perfeito do Bragantino garante vitória contra Racing, mas liderança é improvável
Com dois de Thiago Borbas em seis minutos, RB Bragantino supera Racing pela Copa Sul-Americana
Em apenas seis minutos de partida, o Red Bull Bragantino marcou os dois gols que precisou para vencer o Racing nesta quinta-feira (9), no Nabizão, pela 4ª rodada do grupo H da Copa Sul-Americana. Ambos vindo dos pés de Thiago Borbas, o primeiro vem em linda transição e o atacante cravou na saída do goleiro após bonita bola enfiada por Eric Ramires. Na sequência, depois de Eduardo Sasha mandar na trave, o uruguaio pegou a sobra e cravou o sétimo gol na temporada. O clube de Avellaneda até diminuiu após equilibrar as coisas no primeiro tempo, mas faltou superar Cleiton, que brilhou. No fim, 2 a 1 e três pontos ao Massa Bruta.
A vitória foi importante, mas ainda é difícil que os paulistas terminem na liderança de sua chave na competição, posição que garante vaga direta nas oitavas de final — o segundo vai para playoff contra algum eliminado da Libertadores.
O Braga soma nove pontos, mesmo número dos argentinos, que lideram porque possuem cinco a mais de saldo. Poderia até ser possível, se o Racing não fosse jogar as duas últimas partidas em casa contra os dois piores do grupo: Coquimbo Unido e Sportivo Luqueño, respectivamente. O Massa Bruta também enfrenta a dupla, mas ambas fora. A derrota por 3 a 0 na Argentina pesou demais ao time treinado por Pedro Caixinha.
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Bragantino começa voando, mas caí de rendimento e Racing assusta
O primeiro tempo pode muito bem ser dividido em duas partes que contam a história dos 45 iniciais. No início, um Bragantino absoluto sufoca o adversário argentino. Intenso, força erros, rouba a bola ou comete faltas para evitar que o rival efetue a transição para o ataque. Antes mesmo dos dois gols, Borbas quase fez ao pressionar o goleiro, que chutou em cima do uruguaio e deu sorte que a bola não tomou o rumo da meta. Já com a vantagem, Henry Mosquera fez uma jogada de gênio, limpando dois e quase marcando o terceiro em batida colocada.
Tudo isso por 15 minutos. A partir disso, tudo mudou. Um contra-ataque puxado por Adrián Martínez e finalizado pelo próprio, exigindo defesa de Cleiton, foi o lance que alterou o roteiro do jogo. O Racing foi emplacando uma chance atrás da outra. Solari teve a chance, mas foi bloqueado pela defesa. Depois, já após diminuir a vantagem brasileira, a vez da finalização de Maximiliano Salas ser impedida pela defesa do Massa Bruta antes que pudesse chegar ao gol. No escanteio seguinte, Adrián quase fez de cabeça. Cleiton voltou a trabalhar aos 34, quando uma batida contestada de Facundo Mura subiu e quase foi no ângulo.

O Braga segurou até o fim esse sufoco e até melhorou. Acertou o travessão com Luan Cândido, impedido, após falta cobrada na área. O lateral-direito Nathan Mendes também teve sua oportunidade ao tabelar com Matheus Fernandes, que devolveu de letra, limpar um e chutar colocado para fora.
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Cai o nível no 2º tempo
A etapa inicial já teve muitos lançamentos, especialmente do goleiro argentino Gabriel Arias, mas isso atingiu um nível acima no segundo tempo. Aconteciam a todo momento, quase nenhuma saída de bola era construída pelo chão, explicado também pelo baixíssimo índice de acerto de passes em ambos os lados (72% dos brasileiros contra 65%). Um ar de sobriedade em meio à pouca inspiração era Henry Mosquera. Habilidoso, o colombiano causou pesadelos na direita da defesa argentina. Aos oito, passou por dois antes de obrigar defesa de Arias, que voltaria a trabalhar de novo em tentativa do ponta.
O Racing demorou a pegar ritmo na etapa final. Essa mudança vem próxima dos 30, depois de algumas mudanças no time. Em bola parada, Adrián Martínez aproveitou a sobra para chutar forte, e Cleiton teve que ir no chão para espalmar. No fim, o técnico encheu o time de atacantes, mas nem isso foi o suficiente para empatar e ainda quem levou mais perigo foi o Massa Bruta. Aos 43, Arias se agigantou para evitar gol de Jadsom, cara a cara.



