O Lanús possui um histórico respeitável nas competições secundárias da Conmebol, sobretudo considerando seu porte na Argentina. O Granate levou a Copa Conmebol em 1996 e a Copa Sul-Americana em 2013, numa galeria de troféus que inclui duas taças da liga nacional. E a chance de aumentar a lista de feitos internacionais está posta ao clube. Nesta quarta-feira, o Lanús atropelou o Vélez Sarsfield em La Fortaleza por 3 a 0, carimbando sua vaga na decisão da Copa Sul-Americana. A equipe aguardará o vencedor do duelo entre Coquimbo Unido e Defensa y Justicia, para saber quem enfrentará na final marcada para a cidade de Córdoba.

A classificação do Lanús já tinha sido encaminhada na ida, com a vitória por 1 a 0 no Estádio José Amalfitani, gol de ídolo José Sand. Até por isso, o Vélez partiu para cima dos anfitriões dentro de La Fortaleza. Os visitantes dominavam o primeiro tempo e paravam na boa atuação do goleiro Lautaro Morales, que já havia defendido um pênalti no primeiro encontro. Porém, ao final da etapa inicial, o jogo mudaria de figura.

O Vélez chegou a balançar as redes, numa bobeira de Morales, mas o VAR avaliou que Cristian Tarragona cometeu falta ao roubar a bola do goleiro. Pouco depois, o próprio Tarragona foi expulso com o vermelho direto, ao entrar de sola em uma disputa no meio-campo. E nos acréscimos, o Lanús se aproveitou para sair em vantagem. Após bola alçada na área, Sand se esforçou para salvar o lance na linha de fundo e cruzou para Tomás Belmonte completar de cabeça quase em cima da linha.

Os planos do Vélez afundariam de vez aos 15 do segundo tempo. Numa grande jogada de Braian Aguirre pela direita, Pedro de la Vega disputou a bola de carrinho e Nicolás Orsini apareceu para concluir. Mesmo com um jogador a menos, os velezanos ainda buscavam o milagre. Lucas Janson até acertou a trave. Porém, os visitantes também se expuseram aos contragolpes e, na segunda assistência de Pepe Sand, Alexandro Bernabei fechou a contagem de cabeça aos 43. No fim, até caberia mais, diante dos espaços aos granates contra um adversário abatido.

Esta será a sexta final continental do Lanús. Além dos títulos mencionados na Copa Conmebol e na Sul-Americana, o time também foi vice da Conmebol em 1997 e da Libertadores em 2017, além da Recopa em 2013. O histórico é respeitável e o Granate deve partir como favorito independentemente de seu adversário, Defensa y Justicia ou Coquimbo Unido. Além de bons jogadores e da tradição superior além das fronteiras, o Lanús vem de uma campanha excepcional nesta Sul-Americana. O time superou Universidad Católica-EQU, São Paulo, Bolívar, Independiente e Vélez. São 23 gols marcados, com seis vitórias em dez partidas. Por tudo o que a equipe de Luis Zubeldía já atravessou, o oponente na decisão nem deve oferecer o maior desafio, embora seja o mais importante.