Sul-Americana

O Furacão nunca deixou de acreditar e lutou até concretizar uma imensa reviravolta para eliminar a LDU

O Athletico Paranaense teve momentos difíceis na Baixada, mas deu a volta por cima duas vezes e ganhou por 4 a 2, avançando às semifinais da Sul-Americana

O Athletico Paranaense experimentou uma das maiores vitórias de sua história continental nesta quinta-feira, dentro da Arena da Baixada. Afinal, a classificação dos rubro-negros para as semifinais da Copa Sul-Americana dependeu de uma enorme firmeza da equipe e também do empenho para cumprir sua missão. Depois da derrota por 1 a 0 para a LDU Quito no Equador, o Furacão sabia que sua margem de erro em Curitiba seria pequena. Apesar disso, os athleticanos saíram em desvantagem no placar e, depois de virarem, tomaram o empate no fim do primeiro tempo. O feito dos paranaenses dependeu de duas reviravoltas, a primeira comandada pelos golaços de Christian e a segunda com o oportunismo de Bissoli. No fim das contas, o triunfo por 4 a 2 veio, com os dois gols de vantagem necessários no marcador, e levam o Furacão com mais força em busca do bicampeonato no torneio.

Logo nos primeiros minutos, o Athletico Paranaense mostrou suas credenciais em busca do resultado. Bissoli registrou a primeira finalização com menos de um minuto e Thiago Heleno cabeceou para grande defesa de Adrián Gabbarini. Porém, a LDU conseguiu abrir o marcador na Baixada. Aos 11 minutos, os equatorianos armaram um contra-ataque, com Perlaza recebendo a inversão pela direita. O cruzamento veio para Amarilla, que se antecipou e definiu de cabeça para as redes. A missão do Furacão se tornava bastante dura, precisando de pelo menos três gols.

O Athletico ainda levou um tempo para responder, mas não se daria por vencido. O Furacão voltou a crescer no jogo e iniciaria sua primeira reação a partir dos 26 minutos. Christian foi brilhante. O volante empatou com seu primeiro golaço na noite. Escapou do primeiro marcador, fintou o segundo e soltou a paulada no alto do gol. Quatro minutos depois, aos 30, saiu a incrível virada. Após o lançamento de Nikão em profundidade, Christian dominou na força e limpou dentro da área, antes de dar um toquinho por cima de Gabbarini. O serviço não estava completo, mas os rubro-negros cresciam na partida.

Diante do cenário, o Athletico manteve a pressão no ataque. Porém, a Liga de Quito não estava morta e também conseguia suas chegadas. Em uma delas, saiu o novo empate aos 43 minutos, em nova pintura. Jhojan Julio recebeu pelo lado esquerdo e encontrou a brecha para mandar outra pancada, sem dar chances para o goleiro Santos. O Furacão voltava a precisar de dois gols. Ainda assim, antes do intervalo, Gabbarini faria outra defesa decisiva em cabeçada de Thiago Heleno.

O segundo tempo voltou mais pegado, com uma clara tensão entre os times. Levaria um tempo para as equipes voltarem a ameaçar, e a LDU chegaria a testar Santos antes. Já o milagre definitivo do Furacão começou a nascer aos 17 minutos. Foi quando os paranaenses retomaram a vantagem com Bissoli. Num cruzamento de Marcinho, Terans forçou a defesa de Gabbarini. A sobra ficou limpa com Bissoli para o empate. Ainda houve dúvida sobre o lance, confirmado pelo VAR depois de alguma espera. E a arbitragem logo voltaria a trabalhar, para selar a reviravolta dos rubro-negros.

Logo na sequência, Christian seria puxado dentro da área. Após conferência, a arbitragem confirmou a penalidade para o Athletico. Bissoli assumiu a responsabilidade e encheu o pé para marcar. Neste momento, o Furacão só precisava segurar o resultado. A LDU tomaria a iniciativa na Baixada, trocando dois volantes por dois atacantes, mas não que os athleticanos se restringissem apenas à defesa. Os paranaenses tinham suas respostas. Depois de um chute venenoso de Djorkaeff Reasco para fora, Nikão forçaria uma defesa de Gabbarini aos 35.

O abafa da LDU se tornaria maior por volta dos 40 minutos. Santos pararia em dois tempos uma cobrança de falta de Ordóñez, enquanto a grande chance seria de Christian Cruz, mas mandando por cima do travessão. O Athletico ainda atacou pelo quinto, que resolveria de vez a parada, mas necessitou de resiliência nos acréscimos. A Liga de Quito insistiu numa série de cruzamentos, mas os rubro-negros conseguiram sempre rechaçar. Poderiam celebrar seu épico.

Esta é a terceira vez que o Athletico Paranaense alcança as semifinais da Copa Sul-Americana. Depois da conquista em 2018, o Furacão sabe o caminho das pedras e apresenta consistência ao longo da atual campanha. Uma vitória como esta sobre a LDU reforça as expectativas dos rubro-negros e certamente aumenta a casca desse time para encarar o Peñarol na semifinal – exatamente um dos adversários amassados na campanha de 2018.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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