Sul-Americana

O Ceará continua imparável na Sul-Americana e amassa o Strongest para selar a vaga nas quartas de final

O Ceará teve grande atuação no Castelão e não deixou dúvidas sobre seus méritos, depois da emocionante virada em La Paz

O Ceará faz uma campanha para constar entre os candidatos ao título da Copa Sul-Americana. O Vozão teve 100% de aproveitamento na fase de grupos e, durante as oitavas de final, conseguiu mais duas vitórias. A partida de ida contou com um resultado histórico dos alvinegros, graças à virada arrancada diante do Strongest em La Paz. Já nesta quarta-feira, o time de Marquinhos Santos amassou os bolivianos no Castelão por 3 a 0. Os cearenses fizeram um ótimo primeiro tempo, com direito a seis minutos em que tiveram dois gols legais e outro anulado. Na segunda etapa, o duelo seguiu nas mãos do Ceará, que pôde ampliar a contagem. Stiven Mendoza gastou a bola e participou muito, mesmo dando azar na hora de marcar seu gol.

A partida era disputada desde o início numa direção só: contra a meta do Strongest. O Ceará desempenhava uma pressão incessante e ia empilhando chances logo nos primeiros minutos. Mendoza liderava as ações do Vozão e o goleiro Guillermo Viscarra logo entraria em ação. Do outro lado, o Tigre mal chegava. Teria um lance mais perigoso em cobrança de escanteio aos 15, mas só. Pela forma como os alvinegros se portavam, o gol era só uma questão de tempo. Viria, aos 24 minutos.

Richardson inaugurou o marcador com o golaço. Pegou uma sobra de bola no meio da rua e disparou um míssil. A bola seguiu a meia altura e, com a visão encoberta, Viscarra saltou atrasado. Não poderia colocar a culpa no ar rarefeito. O segundo gol surgiu três minutos depois. Numa boa trama pela esquerda, Mendoza passou e Zé Roberto só aparou, com Victor Luis pisando na área para definir. E os minutos imparáveis do Ceará tiveram um gol de Mendoza anulado por impedimento. Na reta final da primeira etapa, o Vozão baixou o ritmo e o Strongest chegou nas bolas paradas. A melhor chance, ainda assim, seria num arremate de Zé Roberto salvo por Viscarra.

O Ceará retornou ao segundo tempo querendo mais. As finalizações se somavam, até que as redes voltassem a balançar aos sete minutos. Numa falta cobrada por Victor Luis, Viscarra desviou e ainda viu a bola bater no travessão. Entretanto, Lima apareceu na área e conferiu o rebote para dentro. Ainda houve dúvidas sobre a posição do autor do tento, mas o VAR validou o lance. O Strongest tentou uma resposta com outra sequência de bolas alçadas na área, através de faltas. Bautista Cascini quase descontou, mas seu desvio parou no travessão.

Um pouco mais resguardado, o Ceará por vezes achava um escape para os avanços em velocidade. Mendoza queria deixar o seu. Aos 20, o colombiano disparou pela esquerda e bateu cruzado. Viscarra desviou, numa bola que por pouco não entrou. Com o duelo praticamente resolvido, a bola se concentrava mais na intermediária. Mesmo assim, o goleiro João Ricardo brilharia quando Luciano Ursino chutou de longe aos 34, buscando a bola que ia no ângulo. Logo depois, Mendoza deu a resposta e parou na trave. O colombiano seria muito aplaudido ao ser substituído. No fim, o Strongest já tinha entregado os pontos. Cléber quase fez o quarto, ao arriscar da intermediária, mas Viscarra salvou. O goleiro ainda espalmou uma bicicleta de Iury Castilho nos acréscimos e impediu um saldo pior aos aurinegros. A festa era do Vozão.

O Ceará terá uma parada bastante difícil nas quartas de final, com São Paulo ou Universidad Católica podendo surgir no caminho. Caso os são-paulinos confirmem a classificação, entram como favoritos pela tradição nos torneios continentais. A campanha do Vozão, entretanto, merece respeito e credencia o time por si. O passado além das fronteiras não foi problema até agora aos alvinegros, que apresentam condições de sonhar por mais. Passar pelos tricolores seria uma prova irrefutável das chances dos cearenses.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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