Sul-Americana

Não valeu a classificação, mas os 10×1 do Flu se tornam a maior goleada da história da Sul-Americana

O Fluminense aplicou a maior goleada de um clube brasileiro nas competições da Conmebol e a segunda maior no geral

O Fluminense conseguiu uma goleada inacreditável na Copa Sul-Americana. Que, no fim das contas, não adiantou de muita coisa. O Tricolor ganhou do Oriente Petrolero por 10 a 1 em Santa Cruz de la Sierra e, com isso, registrou a maior goleada da história da Sul-Americana. É apenas a segunda vez que um time garante dois dígitos em uma competição da Conmebol. O problema é que o Flu ficou pelo caminho. O Unión Santa Fe derrotou o Junior de Barranquilla na Colômbia e levou a única vaga do grupo, na liderança.

O absurdo aconteceu muito rápido. Matheus Martins abriu o placar com 27 segundos, Germán Cano fez mais dois antes dos 13, Sebastián Álvarez descontou aos 15 e Jhon Arias já anotou o quarto do Fluminense aos 17. O primeiro tempo teve as expulsões de Hugo Rojas e Nonato numa confusão. Mas não foi isso que freou os tricolores e eles anotaram mais dois antes do intervalo, com Caio Paulista e Matheus Martins. Durante o segundo tempo, o Flu foi “mais econômico”. Marcou mais três em 21 minutos, com Matheus Martins e Cano completando as suas tripletas, assim como Manoel deixando o seu. O time seria mais piedoso na meia hora final, quando coube a Willian fechar a conta em 10, duas mãos cheias. Impressionou, principalmente, a facilidade para entrar na área tabelando.

Segundo os números do Mister Chip, esta é apenas a segunda vez que um time anota dois dígitos de gols numa competição da Conmebol. O pioneiro foi o Peñarol, que marcou 11 a 2 no Valencia pela Libertadores em 1970. Também foi a primeira vez que dois jogadores do mesmo time conseguem uma tripleta simultânea nos torneios sul-americanos. Germán Cano e Matheus Martins desfrutam a primazia.

O Fluminense terminou o grupo com 11 pontos, um a menos que o Unión Santa Fe, que aplicou 4 a 0 sobre o Junior de Barranquilla. O detalhe é que o Junior também poderia se classificar, com 10 pontos. Para o Flu passar, só o empate interessava na Colômbia, o que não ocorreu. O Oriente Petrolero foi o lanterninha, zerado. O time treinado por Erwin “Platini” Sánchez tomou 23 gols e anotou apenas três na campanha. Não tinha sofrido mais do que três gols numa mesma partida durante as primeiras cinco rodadas, até o estrago do Tricolor.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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