Sul-Americana

Moisés Moura substitui Seabra em coletiva e pena para explicar tropeço do Cruzeiro

Cruzeiro e Unión La Calera empataram em 0 a 0, na noite dessa terça-feira (23), no Estádio Municipal de Concepción, no Chile

O Cruzeiro voltou a tropeçar na Copa Sul-Americana e empatou, na noite dessa terça-feira (23), em 0 a 0 com o Unión La Calera, do Chile, em partida disputada no Estádio Municipal de Concepción. O jogo foi fraco tecnicamente e acabou sendo um resultado ruim para o time mineiro, aumentando a pressão sobre o treinador Fernando Seabra.

A situação preocupa o Cruzeiro porque o time celeste termina a rodada com três pontos em três jogos, um a menos que o La Calera e que a Universidad Católica, que ainda joga na rodada. Como a Copa Sul-Americana classifica apenas os primeiros colocados de cada chave para as oitavas e os segundos colocados disputam um playoff com os terceiros dos grupos da Copa Libertadores, dá para dizer que o tropeço da Raposa ameaça a classificação celeste até na segunda posição.

Auxiliar técnico do Cruzeiro, Moisés Moura concedeu entrevista de pós-jogo no lugar de Fernando Seabra, que não pôde participar por não ter a licença necessária para as competições da Conmebol, algo que seu assistente possui. Ao seu lado, esteve o volante equatoriano José Cifuentes, titular na partida. Seabra atuou oficialmente como preparador físico do time celeste. Moisés começou ressaltando que o time celeste teve chances de gol, mas os erros na conclusão custaram a vitória. Além disso, afirmou que o mais importante para o momento é virar a chave para o Campeonato Brasileiro.

— Na primeira parte a gente teve várias oportunidades de gol. Penso que poderíamos ter ido para o intervalo com vantagem de um ou dois gols, a gente teve algumas situações que poderíamos te finalizado melhor. Na segunda parte do jogo, a equipe deles baixou mais as linhas e a gente foi precipitado em algumas bolas, esticando muitas bolas sem ter necessidade, era um pouquinho mais de tranquilidade. No segundo tempo a equipe perdeu esse equilíbrio, de colocar a bola mais no chão e trabalhar mais as jogadas — analisou Moisés.

— A gente sabe das dificuldades, estamos jogando a cada três dias, o desgaste é grande, a gente sabe que isso não tem que servir de desculpa, mas a gente sabe que é isso que acontece. É pensar no próximo jogo, contra o Vitória, recuperar os atletas, para fazer uma grande partida no domingo — apontou Moisés.

O volante José Cifuentes falou, quando questionado sobre a oportunidade para alguns jogadores que não vinham sendo titulares, que faltou pontaria para o time, que perdeu algumas chances de gol.

— Temos que ser autocríticos com nós mesmos no que faltou, no que temos que melhorar, e seguir trabalhando isso — disse o volante.

Moisés tenta explicar tropeço do Cruzeiro contra equipe que briga contra o rebaixamento

Perguntado sobre o fato de o Cruzeiro ter empatado com o vice-lanterna dos campeonatos colombiano e chileno, Moisés Moura justificou dizendo que a motivação nos campeonatos sul-americanos é outra, o que não pareceu ter servido para o time celeste.

— Eu não digo que é um resultado normal, o Cruzeiro é gigante, a gente sabe da história do clube e isso a gente não pode deixar de lado. Sabemos que é uma competição diferente e sabemos que tem um peso maior para o adversário, com condições de classificação e é completamente diferente a mudança pro jogo — apontou Moisés, antes de voltar a lamentar as chances perdidas no primeiro tempo e as viagens, dizendo que vários jogadores precisaram de descanso, já pensando no jogo de domingo.

José Cifuentes afirmou acreditar que para que os jogadores que não vinham jogando recebam mais chances como titulares é preciso acertar as decisões tomadas em campo e que, pessoalmente, precisa melhorar muitas coisas. Coletivamente, disse que a equipe jogou bem e faltou a efetividade nas finalizações.

Moisés voltou a falar sobre o fato de mesmo vivendo péssima fase no campeonato nacional, o Unión La Calera ter feito um jogo de igual para igual com o Cruzeiro. A pergunta foi feita por um jornalista chileno, que pareceu impressionado com a situação.

— Acho que colocação da equipe (no nacional) fica de lado nesses jogos (competições internacionais). Na primeira parte fomos superiores, tivemos várias chances de gol, não teve essa igualdade, eles defenderam e a gente atacou bastante, era ter aproveitado um pouco mais oportunidades. No segundo tempo sim, o time perdeu o equilíbrio, tentou muitas bolas longas, o que facilitou para os adversários, e nas bolas paradas foram quando eles criaram alguns problemas, mas a gente sabia que o adversário era forte nessa parte. Fora das bolas paradas, acredito que a gente não teve problemas, na organização defensiva. Sabemos que o futebol é resultado. Se tivéssemos feito um ou dois gols na primeira parte estaríamos falando de uma forma diferente, quem trabalha no futebol sabe que é assim — analisou Moisés.

Foto de Maic Costa

Maic Costa

Maic Costa nasceu em Ipatinga, mas se radicou na Região dos Inconfidentes mineiros. Formado em Jornalismo na UFOP, em 2019, passou por Estado de Minas, Superesportes, Esporte News Mundo, Food Service News e Mais Minas. Atualmente, é setorista do Cruzeiro na Trivela.
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