Sul-Americana

Inspirado por Artur, o Bragantino vence um épico dentro do Gigante de Arroyito: 4×3 sobre o Rosario Central

Artur arrebentou com três gols e uma assistência, mas o Rosario Central teve até gol de meia-bicicleta anotado por Marco Ruben

O Red Bull Bragantino faz uma campanha marcante na Copa Sul-Americana. Liderou seu grupo para conquistar a classificação e superou o Independiente del Valle nas oitavas de final. Já nesta terça-feira, o Massa Bruta experimentou uma noite épica no Estádio Gigante de Arroyito, para conquistar uma vitória memorável à história do clube. Numa partida de tirar o fôlego, o Braga derrotou o Rosario Central por 4 a 3. Marco Ruben causava problemas do lado canalla, com direito a um gol de meia-bicicleta, mas Artur gastou a bola e liderou os paulistas com três tentos. A vantagem é importante ao reencontro em Bragança Paulista na próxima semana, para decidir quem passa à semifinal.

O Red Bull Bragantino não se intimidou com o fato de atuar fora de casa e partiu para cima durante os primeiros minutos. Logo a partida pendeu aos brasileiros. Raul carimbou a trave aos oito minutos, num chute da entrada da área. Já aos 16, veio o primeiro tento do Massa Bruta. Artur limpou a marcação e cruzou para Praxedes concluir de cabeça, livre de marcação. O próprio Praxedes poderia ter marcado o segundo na sequência, numa roubada de bola no campo de ataque, mas chutou para fora. Mesmo assim, a blitz do Braga rendeu mais um aos 20. Lucas Evangelista sofreu pênalti, que Artur se encarregou de converter.

Com a vantagem estabelecida, o Bragantino baixou o ritmo e o Rosario Central tentou recobrar o prejuízo. Os canallas logo conseguiram seu primeiro gol aos 23, num cruzamento de Damián Martínez para Marco Ruben desviar de carrinho. Os argentinos melhoraram e passaram a rondar o empate. No entanto, o Braga se mostrava melhor com a bola no chão e tinha boas escapadas em velocidade. O terceiro gol representou certo desafogo, aos 43. Cuello cruzou com muita qualidade, para Artur concluir nas redes. O ponta fazia uma atuação excelente no Gigante de Arroyito.

O segundo tempo começou mais aberto. Praxedes criou a primeira chance do Bragantino, mas o chute desviado seguiu para escanteio. Quando o Rosario Central respondeu, contou com um golaço de Marco Ruben para descontar outra vez. Lautaro Blanco cruzou e o veterano deu uma belíssima meia-bicicleta, num lance reclamado pelos paulistas por conta de uma falta não marcada pouco antes. Apesar disso, o Massa Bruta logo tentou reaver a diferença no marcador. Ytalo parou no goleiro Jorge Broun e depois Léo Ortiz completou um escanteio de cabeça, mandando a bola rente à trave. E se o duelo era frenético, os canallas se aproveitariam da eficiência para empatar. Aos 17, em mais uma bola alçada na área por Blanco, Milton Caraglio mergulhou para deixar tudo igual.

O Red Bull Bragantino pareceu sentir o empate e via o Rosario Central crescer em busca da virada. Raul travou Marco Ruben na hora exata e os canallas passavam a se impor no campo ofensivo. Todavia, Artur estava mesmo impossível. O ponta completou sua tripleta aos 28, no quarto tento do Massa Bruta. Após um lançamento longo vindo da defesa, Facundo Almada falhou no corte e, com o caminho livre, Artur não perdoou. E quase deu para Raul fazer um quinto, num tiro desviado que passou perto da meta argentina. Já na reta final, os rosarinos insistiram no empate. Cleiton seria vital, com uma defesaça aos 44, buscando no ângulo o chute de Diego Zabala. Foi o que concluiu o triunfo.

A partida de volta entre Red Bull Bragantino e Rosario Central acontece na próxima terça-feira, em Bragança Paulista. O Massa Bruta volta para casa com a vantagem do empate no reencontro. O vencedor do confronto encarará Santos ou Libertad na semifinal da Copa Sul-Americana.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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