Lambança sela eliminação de um Bahia que não mereceu outro resultado na Colômbia
América de Cali se impõe, vence Tricolor de Aço na Colômbia e pega o Fluminense nas oitavas da Sul-Americana
O Bahia encerrou sua participação na Copa Sul-Americana de forma melancólica. A eliminação para o América de Cali, na noite desta terça-feira (22), expôs um problema que já se arrasta há alguns jogos: o repertório pobre e a falta de contundência do ataque.
Com uma atuação previsível e sem brilho, o Tricolor de Aço pouco fez para justificar a permanência no torneio continental. Faltou criatividade, improviso e, principalmente, soluções em campo. Vitória do time colombiano por 2 a 0, que agora enfrentará o Fluminense nas oitavas de final.
E a frustração do torcedor baiano não vem somente do resultado, mas da clara sensação de que o Bahia não mereceu nada mais do que a desclassificação. Desde os minutos iniciais no Estádio Olímpico Pascual Guerrero, a equipe de Rogério Ceni mostrou dificuldade para construir jogadas ofensivas com alguma organização.
A posse foi estéril e improdutiva. O time parecia rodar a bola apenas por falta de alternativas, não por estratégia. Uma falta de variação tática chamativa. E mesmo com as mudanças promovidas pelo treinador no segundo tempo, o padrão de jogo se manteve engessado e previsível.
Como se não bastasse a inoperância do ataque, a desatenção defensiva cobrou caro. O primeiro gol sofrido — resultado de uma falha coletiva conjunta — foi o retrato da noite dos comandados de Ceni: um Bahia desconcentrado, sem imposição e sem vibração.
AMÉ 🆚 BAH [2-0]
— América de Cali (@AmericadeCali) July 23, 2025
|90’ +9' ⏱| NI CAPAS, NI SUPERPODERES, EL DIABLO MANDA EN SU TIERRA. 🔥 ¡¡ESTO ES AMÉRICA!! 👹#AMÉxBAH#CONMEBOLSudamericana pic.twitter.com/qrkZODfhpO
Como foi a derrota do Bahia para o América de Cali
Foi um Bahia quase que inofensivo no primeiro tempo, de poucas triangulações e praticamente nenhuma conclusão a gol. Para piorar, a defesa tricolor bateu cabeça, e exatamente nesse vacilo, o América de Cali aproveitou para sair na frente no placar.
Aos 27 minutos, Jhon Murillo arrancou pela esquerda e tentou acionar Luis Ramos por dentro dos marcadores. Os defensores tricolores ficaram no “deixa que eu deixo”, e Ramos Mingo decidiu recuar para Marcos Felipe em cima da hora. O passe saiu forte, e o goleiro afastou nos pés de Murillo que, com a baliza vazia, inaugurou o marcador.
Willian José e Iago, nos lugares de Ademir e Luciano Juba, foram as cartadas de Rogério Ceni para a volta do intervalo. A intenção era deixar o time mais ofensivo e aumentar o poder de fogo no terço final de campo. Em um primeiro momento até deu certo, mas a intensidade não demorou a arrefecer.
Com um jogo de imposição física e disciplina tática, a equipe da casa baixou suas linhas, soube frear o ímpeto do Tricolor de Aço e atacar os espaços deixados pela defesa baiana. Nos acréscimos, Yohan Garcés, de cabeça, deu números finais à partida. Desatenção do sistema defensivo (de novo), e Marcos Felipe nada pôde fazer.
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E agora, Bahia?
Sem muito tempo para lamentar a desclassificação, o Bahia volta a campo já no próximo domingo (27), quando enfrenta o Juventude, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rola a partir das 18h30 (de Brasília), na Arena Fonte Nova.
Próximos jogos do Bahia:
- Bahia x Juventude — Campeonato Brasileiro — domingo, 27 de julho, às 18h30 (de Brasília)
- Bahia x Retrô — Copa do Brasil — quarta-feira, 30 de julho, às 19h30 (de Brasília)
- Sport x Bahia — Copa do Brasil — sábado, 2 de agosto, às 16h (de Brasília)



