Simeone, Cevallos, Sierra: os filhos de antigos ídolos que jogarão o Sul-Americano Sub-20

A seleção brasileira entra no Campeonato Sul-Americano Sub-20 para passar longe do vexame da última edição do torneio. Há dois anos, a equipe treinada por Emerson Ávila (e que tinha Rafael Alcântara, Dória, Felipe Anderson, Adryan e Ademílson entre os nomes mais notáveis) acabou na lanterna de seu grupo na primeira fase, amargando pela primeira vez a ausência do Mundial da categoria. Desta vez, Alexandre Gallo conta com uma nova safra para não viver a mesma vergonha. A responsabilidade está nos ombros de Gabigol, Nathan, Marcos Guilherme, Thalles, Malcom e outros jovens que já atuam pelo time principal de seus clubes.
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Experiência, no entanto, não será exclusividade dos brasileiros no torneio disputado no Uruguai, que se inicia nesta quarta-feira. Entre os talentos de outras seleções estão Ángel Correa, Cristian Cuevas, Alexis Zapata, Antonio Sanabria e mais alguns garotos com experiência no futebol europeu. Isso sem contar naqueles que também se apoiam no sobrenome. Porque o Sul-Americano Sub-20 está cheio de herdeiros de antigos ídolos de seus países.
Diego Simeone, José Francisco Cevallos, José Luis Sierra e Julio César Baldivieso disputaram juntos a Copa América de 1995, coincidentemente também realizada no Uruguai. Vinte anos depois, agora é a vez de Giovanni Simeone, José Cevallos, Xavier Cevallos, José Luis Sierra Cabrera e Mauricio Baldivieso tentam se firmar no futebol do continente.
Giovanni Simeone (Argentina) – O rebento de Cholo Simeone é o nome mais tarimbado entre os filhos de ex-jogadores. Nascido em Madri, na época em que o pai era volante do Atlético, Giovanni passou a viver na Argentina quando tinha 10 anos, época em que Diego encerrava sua carreira pelo Racing. No entanto, o garoto passou a se desenvolver na base do River Plate. Atacante de boa capacidade técnica, chegou ao time principal em 2013, mesma época em que recebeu as suas primeiras convocações para a seleção sub-20, ainda aos 18 anos. Reserva dos Millonarios, marcou dois gols na conquista da Copa Sul-Americana de 2014. Na Albiceleste, veste a camisa 9 e divide o protagonismo no time com Ángel Corrêa.
José Luis Sierra Cabrera (Chile) – Com mais de 50 jogos pela seleção chilena, José Luis Sierra disputou uma Copa do Mundo e três Copas América. Ídolo do Colo Colo e da Unión Española, defendeu o São Paulo em 1995 (com direito chegada de helicóptero na apresentação), mas não se firmou no Morumbi. Dois anos depois nasceu “Coto Junior”, que seguiu os passos do pai e iniciou a carreira na Unión. Aos 17 anos, o atacante já soma partidas como titular dos hispanos, treinado justamente pelo progenitor. O garoto passou por testes na Internazionale em 2014, mas não ficou.
Mauricio Baldivieso (Bolívia) – Julio César Baldivieso se consagrou como um dos maiores craques da história da Bolívia. Ao lado de Etcheverry e Erwin Sánchez, o meio-campista liderou os andinos rumo à Copa de 1994. Após pendurar as chuteiras, o veterano trabalhou forte para tornar o filho Mauricio jogador. A ponto de escalar o menino de 12 anos em um jogo do Aurora, do qual era treinador. Apesar da polêmica, a promessa ganhou espaço pelo talento, e já rodou por quatro clubes bolivianos. Atualmente no Jorge Wilstermann, o meio-campista foi titular do Nacional de Potosí no último Bolivianão. Também chegou a passar por testes no Vitória durante o último ano, sem agradar a equipe baiana.
José e Xavier Cevallos (Equador) – Histórico goleiro da seleção equatoriana e carrasco do Fluminense na final da Libertadores de 2008, José Francisco Cevallos trabalha atualmente como Ministro dos Esportes do governo de Rafael Correa. E deixou dois filhos como legado a La Tri. Xavier seguiu os passos do pai e é arqueiro reserva do Emelec, aos 18 anos. Porém, o nome mais badalado é o de José, talentoso meia que também passou pela seleção sub-17. Titular da LDU Quito e autor de 12 gols no Equatoriano de 2012, o garoto passou por empréstimo pela Juventus, mas acabou retornando aos Andes. No último ano, contudo, a promessa de 19 anos permaneceu na reserva da equipe da capital.
Humberto Grondona (Argentina) – Tudo bem que este sobrenome aqui não é ídolo de ninguém. Mas não é só dentro de campo que os filhos de personagens do futebol estarão no Sul-Americano Sub-20. A politicagem de Júlio Grondona facilitou a escolha do filho como treinador da seleção de juniores. Ainda assim, o treinador fez um trabalho razoável em sua passagem pelo sub-17: mesmo passando perto da eliminação da primeira fase do Sul-Americano, levou a Albiceleste até as semifinais do Mundial.
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