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Recoba, Loco Abreu e a salvação do Nacional

Empatar em casa normalmente não é um bom resultado. Para o Nacional, estrear na Libertadores com um empate não foi tão ruim. Claro que nenhum torcedor gostaria de um empate se você perguntasse antes da partida contra o Barcelona, no estádio Parque Central. O 2 a 2 seria um resultado ruim no início do jogo, mas até que foi comemorado no final. Pode se atribuir a isso a atuação de dois veteranos: Álvaro Recoba e Sebastian “Loco” Abreu.

Nenhum deles começou o jogo como titular do Bolso. Só que foram eles que entraram quando o jogo estava 2 a 0 para o Barcelona, o atual campeão equatoriano e que promete dar trabalho. O técnico Gustavo Díaz colocou em campo o atacante e o meia, na esperança de conseguir reagir. O time não jogava bem. Era preciso algo diferente.

Recoba foi chamado para o campo. Loco Abreu também. Dois ídolos dos futebol uruguaio e do Nacional, cada um com 36 anos. E os dois fizeram a diferença. Primeiro, com Loco Abreu com uma boa cabeçada, aparecendo do nada. Do nada não, de trás do goleiro, de onde ele saiu e ninguém marcou, após um escanteio. E logo depois, conseguiu a expulsão de um adversário.

O time jogou com um a mais durante mais tempo do que deveria, aliás. O zagueiro e capitão Lembo fez por merecer o segundo amarelo. E o árbitro deu. Só esqueceu que já tinha dado outro, no lance do segundo gol do Barcelona. E Lembo ficou lá, matreiro, até que o árbitro percebesse e mandasse ele sair de campo.

Recoba, tocando a bola e fazendo seus cruzamentos e faltas, levava perigo sempre. Foi com ele que o Nacional empatou, já quando os corações dos torcedores ameaçavam sair pela boca. Uma jogada linda do “Chino”, driblando o marcador e jogando uma bola venenosa na área. O centroavante Ivan Alonso completou de cabeça.

Empate, empate sofrido. E podia ter vindo mais. Um escanteio, no final do jogo. A lembrança dos torcedores do Bolso era do que Recoba fez nos últimos meses. Seis gols nos últimos meses. E, por pouco, o sétimo não veio. Só se ouviu o “uuuh” da torcida. Mas antes que os torcedores ficassem com aquela sensação de “podíamos ter ganhado o jogo”, veio uma chance clara de gol nos pés de Ariel Nahuelpan. Aquele que já tinha feito o gol que marcou 2 a 0 no placar para o Barcelona. Era a bola do jogo, para dar a vitória ao time equatoriano. Mas o ex-jogador do Coritiba jogou a chance fora e deu aos torcedores do Nacional a clara sensação que o empate foi bom o suficiente. Só que nas próximas rodadas, a vida será dura. Toluca e Boca Juniors serão os próximos adversário desses times.

Eletrocutado

Enfrentar o Emelec no Equador não é fácil não é de hoje. Para ficar apenas no episódio mais recente, ano passado foi o time equatoriano que se classificou em um grupo que tinha o Olimpia e o Flamengo. E o Corinthians, amplamente favorito pelo time que tinha, sofreu jogando no estádio George Capwell. O empate sem gols por lá deixou uma ponta de esperança ao time equatoriano e começou a consagrar Cássio, em seu primeiro jogo como titular do time, deixando Júlio César no banco. E na estreia do Emelec na Libertadores de 2013, um adversário pesado: o Vélez. Não se intimidou e venceu, 1 a 0.

Curiosamente, o gol foi marcado pelo artilheiro do Vélez, Facundo Ferreyra, promissor atacante da equipe argentina. Na Argentina, a manchete foi “abaixa o topete”, falando ao Vélez que é preciso mais humildade. O Emelec está longe de ser um time ruim. Na verdade, dificilmente alguém irá poder derrubar o Emelec com facilidade jogando no Equador. Os outros times do grupo são Peñarol e Deportes Iquique.

Estreia dos sonhos

A Universidad de Chile tem perdido seus jogadores constantemente, fruto do seu excelente trabalho na formação da equipe. em 2013, o time começa a Libertadores não só reformulado em termos de elenco, mas inclusive sem o técnico. Jorge Sampaoli, que fez do time um dos mais insinuantes do futebol sul-americano, assumiu a seleção do Chile. Quem chegou foi Darío Franco. E outro que chegou foi Sebastián Ubilla. Vindo do Santiago Wanderers, o atacante fez dois gols e garantiu uma estreia com vitória contra o Deportivo Lara, no Chile, por 2 a 0.

Com um grupo que ainda tem Newell’s Old Boys e Olimpia, a Universidad de Chile terá desafios maiores que o venezuelano Lara nas próximas rodadas. E poderá mostrar se irá conseguir, novamente, se remontar e transformar água em vinho.

 

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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