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Ranking das Américas: o resto (e a pontuação geral)

Tirando Brasil, México e Argentina, o resto das Américas é muito equilibrado. Quer dizer, Bolívia e Venezuela destoam para baixo, mas o resto é equilibrado. Aí, alguns detalhes acabam definindo quem fica na frente de quem. Em alguns casos, é até uma questão transitória, de um momento particularmente ruim ou bom em alguma área.

6) Colômbia – 59 pts

Em competitividade e paixão da torcida, a Liga Postobon está entre as melhores das Américas. O problema é a dificuldade que os times locais têm em fazer boas campanhas continentais (a semifinal da Sul-Americana do Millonarios foi uma exceção nos últimos anos) e o modo como o crime organizado ainda ronda o mundo do futebol.

7) Uruguai – 58

O Campeonato Uruguaio tem paixão e tradição semelhantes às da Argentina (apenas em menor escala, por ser um país pouco populoso), mas tem uma concentração grande de conquistas em Nacional, Peñarol e Defensor Sporting, além de muita violência entre torcedores. O nível técnico baixíssimo dos clubes pequenos também tirou poucos importantes do Uruguai.

8) Chile – 57

O campeonato é bom, mas peca pela falta de rotatividade de campeões. Tirando o último Clausura, que ficou surpreendentemente com o Huachipato, a hegemonia de Colo-Colo e Universidad de Chile é muito clara, com a Universidad Católica aparecendo como eventual sombra. O nível técnico dos times da parte de baixo da tabela também está longe de ser bom.

9) Paraguai – 51

Fosse esse ranking elaborado há quatro anos, provavelmente o Paraguai estaria mais bem posicionado. Mas, mesmo com a recuperação do Olimpia, o nível técnico caiu. Os clubes locais têm mais dificuldade de manter seus melhores jogadores e a desorganização conseguiu aumentar.

10) Peru – 48

O regulamento parece uma experiência científica de tão complexo. Os clubes grandes estão quebrados e acabam perdendo espaço para equipes do interior semiamadoras.

11) Venezuela – 41

Outro campeonato que perdeu terreno nos últimos anos. E aí, o motivo é claro. A federação aumentou o número de participantes de dez para 18 em 2007 e o campeonato despencou. Muitos clubes com nível técnico lamentável ou sem condições financeiras para se manterem em alto nível passaram a conviver com as equipes realmente profissionais do país. Outro problema é que o futebol é apenas o segundo esporte dos venezuelanos, e acaba perdendo espaço em paixão, rivalidade e atenção da mídia.

12 ) Bolívia – 41

Tente acompanhar o futebol boliviano por um longo período, uns dois anos. É tão bagunçado que lembra o Brasil nos anos 80. Regulamentos mudam, títulos são decididos no tapetão e equipes estão quebradas. Se a liga fosse boa dentro de campo, dava para relevar. Mas nem é o caso. Tecnicamente, o futebol da Bolívia vive um dos piores momentos de sua história.

Todas as notas

ARG

BOL

BRA

CHI

COL

EQU

EUA

MEX

PAR

PER

URU

VEN

Estrelas

7

1

8

5

4

5

6

6

4

3

5

2

Público nos estádios

6

4

6

6

6

6

9

7

5

4

6

3

Competitividade

8

7

7

5

9

5

6

9

6

8

4

4

Rivalidades

10

6

8

6

8

7

2

7

5

7

8

3

Violência extracampo

1

6

3

4

2

6

9

2

4

3

2

7

Paixão

10

6

8

7

8

7

3

8

6

7

9

4

Organização

5

2

7

7

6

5

9

9

4

3

7

7

Cobertura da imprensa

9

5

8

6

6

7

7

8

5

6

7

4

Impacto continental

7

2

10

6

4

6

5

7

6

3

5

3

Qualidade do jogo

6

2

9

5

6

6

5

7

6

4

5

4

TOTAL

69

41

74

57

59

60

61

70

51

48

58

41

 

 

Foto de Ubiratan Leal

Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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