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Ranking das Américas: México

Digamos que o México fez sua parte direito, e jogou no erro da Argentina. A Liga MX se estruturou, tem boa competitividade (o regulamento favorece) e a diferença técnica entre o topo e o fundo da tabela não é tão grande. Como os argentinos pioraram, permitiram ao México ganhar terreno nesse ranking. Mas ainda há coisas a melhorar. Sobretudo conseguir resultados mais contundentes nas fases finais de competições da Conmebol.

Estrelas – 6 pts

Mitos titulares da seleção mexicana seguem em seu país. Bons jogadores paraguaios, colombianos, chilenos, uruguaios e argentinos também estão por lá. Nenhum craque internacional, mas não passa vergonha diante de ninguém.

Público nos estádios – 7

É a melhor média de público das Américas, na casa de 24 mil pagantes por jogo. Como é um país bastante populoso e com bons estádios, dava até para ser um pouco melhor.

Competitividade – 9

Nos últimos dez anos (20 campeonatos), 14 clubes diferentes foram a uma final do Mexicanão (América, Atlante, Chivas, Cruz Azul, Monterrey, Morelia, Pachuca,  Pumas, San Luis, Santos Laguna, Tecos, Tigres, Tijuana e Toluca), sendo que dez deles conquistaram ao menos um título. O regulamento com mata-mata contribui para essa variedade, mas os mexicanos merecem uma nota alta aqui.

Rivalidades – 7

Chivas e América têm duas das maiores torcidas do mundo e se odeiam como Real e Barça. E há quem diga que a rivalidade entre América e Pumas é maior. Colocando Cruz Azul e Atlas nesse meio, considerando a rixa regiomontana entre Monterrey e Tigres, o Campeonato Mexicano está bem servido de clássicos.

Violência extracampo – 2

A violência de torcidas existe, mas não é assustadora como na Argentina. O problema é que cresce o envolvimento de crime organizado com futebol, sobretudo em clubes do norte do país. Aí complica…

Paixão – 8

Basta ver a nota de rivalidade e público nos estádios para perceber que o mexicano é bastante apaixonado. Poderia até ser uma nota maior, não fossem os clubes de empresa ou itinerantes que muitas vezes têm uma torcida ainda em formação.

Organização – 9

O campeonato até sofreu ligeiras mudanças de regulamento, mas a estrutura básica é a mesma há décadas. Como os clubes geralmente são ligados a grandes empresas, há dinheiro e casos enormes dívidas são menos comuns que no resto da América Latina.

Cobertura da mídia – 8

A imprensa mexicana faz um trabalho bastante interessante. Em várias mídias há muita informação, com veículos especializados e cobertura decente mesmo dos times de fora da Cidade do México e Guadalajara.

Impacto continental – 7

O México teve duas finais de Libertadores e um título de Copa Sul-Americana. Podia ser mais. A Argentina, por exemplo, é muito mais efetiva. No entanto, basta você fazer um levantamento do desempenho de cada país para perceber que, na média, o México fica cabeça a cabeça com os argentinos.

Qualidade do jogo – 7

Os melhores times não são tão fortes quanto os melhores argentinos, mas as equipes mais fracas superam de longe as argentinas. O mérito da Liga MX é ter equilíbrio e, na média, oferecer um campeonato de bom nível técnico.

Foto de Ubiratan Leal

Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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