América do Sul

Para incentivar a adoção de animais, Colo-Colo entrou em campo acompanhado por cãezinhos

O Colo-Colo entrou em campo com mascotes diferentes neste domingo, em jogo contra o Antofagasta, pelo Campeonato Chileno. Ao invés de crianças, os Albos foram acompanhados por cachorros. Uma ação criativa do Cacique, para incentivar a adoção de animais entre os seus torcedores. Todos os cãezinhos presentes na partida aguardam a adoção, alguns deles carregados por coleiras e outros, filhotes, levados nas mãos pelos jogadores. Além disso, uma faixa deixou clara a mensagem dos colocolinos.

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Recentemente, o Colo-Colo fechou parceria com a ‘Unión de Amigos de los Animales’, uma ONG que trabalha em prol do bem-estar dos animais. A partir do acordo os jogadores passarão a participar de diferentes atividades para promover a instituição. Além disso, o clube também irá oferecer sua infraestrutura e doar recursos para o trabalho feito na ONG. Dos 11 titulares do Cacique, apenas o goleiro Agustín Orión e o meia Jorge Valdívia não entraram em campo com cachorros. Os mascotes, todavia, não deram tanta sorte ao time, com o empate por 0 a 0 prevalecendo no Estádio Monumental David Arellano.

Vale lembrar que os cães fazem parte até mesmo da história mais gloriosa do Colo-Colo. Em 1991, quando o clube conquistou a Copa Libertadores, uma confusão imensa tomou o gramado do Estádio Monumental durante a semifinal contra o Boca Juniors. Então, um pastor alemão da polícia chilena mordeu as nádegas do goleiro Navarro Montoya, um dos mais exaltados no meio da briga generalizada. Os colocolinos conquistaram a classificação e o cão foi tratado como herói pelos torcedores chilenos. Ron morreu em 1997, causando grande comoção entre os Albos. Seu túmulo se transformou até mesmo em ponto de peregrinação aos mais fanáticos. De certa forma, a ação deste domingo também presta tributo ao velho Ron.

Vimos nos amigos do Doentes por Futebol.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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