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O River viveu o maior drama dessa Libertadores, graças ao Juan Aurich 4×5 Tigres

A Copa Libertadores de 2015 viveu o seu momento mais dramático na noite desta quarta-feira. Se você não acompanhou a rodada final do Grupo 6, perdeu um verdadeiro épico. O River Plate estava na parede e não bastava fazer sua parte no Monumental de Núñez contra o San José de Oruro. Os argentinos também dependiam de um tropeço do Juan Aurich, no Peru, diante da equipe reserva do Tigres. Os Millonarios demoraram um pouco para marcar o primeiro gol, mas fizeram sua parte em casa. O problema foi o teste cardíaco que aconteceu em Chiclayo. Rolaram nove gols e, por fim, a vitória do Tigres por 5 a 4, que classificou o River.

O San José até tentou dificultar a vida do River Plate no Monumental de Núñez. Os bolivianos seguraram o empate sem gols até os 43 minutos do primeiro tempo, quando Rodrigo Mora finalmente conseguiu abrir o placar. Já na volta do intervalo, os Millonarios sacramentaram a conquista dos três pontos com mais dois gols em dez minutos. Mora balançou as redes outra vez, enquanto Teo Gutiérrez deixou o dele. A partir daquele momento, no entanto, os argentinos estavam muito mais preocupados com o que acontecia no Peru.

O primeiro tempo em Chiclayo já tinha sido bastante tenso – para o Juan Aurich e para o River Plate. O Tigres abriu o placar com Esqueda e, apesar de tomar o empate, retomou a vantagem aos 17 minutos. O problema é que os peruanos fizeram 2 a 2 no mesmo instante em que Mora abria o placar em Buenos Aires. Naquele momento, só aumentar o saldo salvaria o River. E o Juan Aurich virou aos sete minutos da etapa complementar, com o segundo tento de Tejada.

Diante da vitória do Juan Aurich, o River Plate poderia golear por 20 a 0 que não adiantaria de nada. Restava, então, torcer para o Tigres. Deu certo. Villalpando empatou, o que já seria suficiente com o saldo de gols dos Millonarios com os 3 a 0 em Núñez. Depois, ainda couberam mais dois gols mexicanos: 5 a 3. Para um explosão enorme da torcida no Monumental, que se importava mais em grudar os ouvidos no radinho de pilha do que prestar atenção no que rolava em campo.

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O Juan Aurich até ameaçou se ressuscitar. Diminui para 5 a 4 aos 38 minutos, mas, apesar da enorme pressão, não conseguiu os dois gols que precisava – certamente punido pelos deuses incaicos, ao bater um escanteio curto quando deveria mandar o chuveirinho até com o goleiro na área. No fim das contas, o River ficou com um ponto à frente dos peruanos na tabela. Para a torcida ter carta branca para comemorar em Núñez.

Com a classificação apertada, é bem provável que os Millonarios avancem como o pior segundo colocado – neste momento, só é superior que outros dois vice-líderes de chave, ambos com duas partidas a fazer. E, vendo o Boca Juniors sobrando em sua chave, o clássico deve acontecer logo nas oitavas de final. O Tigres, por sua vez, segue como uma das gratas surpresas da competição. Com os 5 a 4 no Peru, mesmo sem os titulares, já deram uma boa mostra de suas forças.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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