América do Sul

Na briga de foice das Eliminatórias, a dupla fantástica fez o Uruguai despontar à liderança

A gente já falou aqui na Trivela, e repete: as Eliminatórias Sul-Americanas são o melhor torneio de pontos corridos do mundo. E, ainda que isso seja péssimo para a seleção brasileira neste momento de futebol pobre, o nível de emoção na competição anda altíssimo. Afinal, apenas quatro pontos separam o líder do sétimo colocado. E, por mais que três seleções já fiquem para trás do pelotão de frente, a briga de foice será grande entre o restante das equipes. Neste grupo, melhor para o Uruguai, que assumiu a ponta da competição. A Celeste contou com os seus craques para bater o Peru por 1 a 0 no Estádio Centenário e ultrapassar o Equador, graças ao saldo de gols.

Sem precisar de exuberância, o Uruguai manteve a eficiência diante dos peruanos. Até tomou sustos dos visitantes, mas foi bem mais agressivo e assegurou o resultado no início do segundo tempo. O belo passe de Luis Suárez deixou Cavani de frente para o gol e o atacante fuzilou o goleiro Gallese. E, desta vez, a defesa cheia de desfalques dos uruguaios manteve a segurança no 4-1-4-1 utilizado por Óscar Tabárez, que já tinha feito a diferença no segundo tempo com o Brasil. Com três vitórias em casa, a Celeste desponta na campanha.

Já no restante da rodada, os resultados contribuíram para o equilíbrio na tabela. A Colômbia viveu ótima tarde ofensiva para enfiar 3 a 1 sobre o Equador. No gramado judiado de Córdoba, a Argentina se impôs sobre a Bolívia por 2 a 0. Pelo tanto que a Albiceleste criou, a vitória até foi magra, mas Gabriel Mercado e Messi balançaram as redes para garantir o resultado. Já na Venezuela, a seleção da casa tomou a virada e a goleada do Chile, por 4 a 1. Otero anotou um belo gol de falta para abrir o marcador, mas Pinilla e Vidal balançaram as redes duas vezes cada para assegurar os três pontos a La Roja. Por fim, o Brasil teve sorte ao garantir o empate por 2 a 2 com o Paraguai, nos caos Defensores del Chaco.

De qualquer maneira, o equilíbrio não permite previsões. A competição será retomada em setembro, com direito a clássico entre Argentina e Uruguai. Já o Brasil terá dois confrontos complicados, visitando o Equador e recebendo a Colômbia. Neste momento, a situação parelha ao menos permite ao time de Dunga não ver os concorrentes escapando. Ao líder Uruguai, pelo contrário, resta a expectativa de sofrer bem menos do que nas últimas campanhas das Eliminatórias, quando passou pela repescagem nos quatro últimos Mundiais.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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