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O talento ofensivo da Colômbia pesou para conquistar uma grande vitória sobre o Equador

Para quem esteve entre as sensações da última Copa do Mundo, o início de campanha da Colômbia nas Eliminatórias não vinha sendo muito empolgante. No entanto, após a suada vitória sobre a Bolívia em La Paz, os Cafeteros conquistaram um resultado para mostrar as suas credenciais na competição: engoliram o Equador em Barranquilla. Com ótima atuação de seus homens de frente, a equipe de José Pekerman bateu os equatorianos por 3 a 1. O suficiente para chegar aos 10 pontos e assumir provisoriamente a terceira colocação na tabela, que recoloca o país na zona de classificação ao Mundial de 2018.

Em grande momento com o Milan, Carlos Bacca assumiu o protagonismo também na seleção. O camisa 7 anotou dois gols, incluindo o que abriu o placar, aos 15 minutos. James Rodríguez lançou o artilheiro, que anotou um belo tento, tipicamente de centroavante. Bacca girou sobre a marcação e bateu no canto, longe do alcance do goleiro Domínguez. Já na segunda etapa, os colombianos definiram a supremacia. Em jogadaça de Edwin Cardona, Sebastián Pérez apareceu como elemento surpresa na área para anotar. E, após bela trama coletiva, Cuadrado rolou para Bacca fazer o terceiro aos 22. Por fim, aos 45, Arroyo cobrou falta e descontou para os equatorianos, fechando o placar.

Ponto alto da tarde em Barranquilla, o quarteto ofensivo da Colômbia se sobressaiu pela mobilidade. Bacca era a referência, mas também abria espaços para Cardona (que ganhou a posição após o gol decisivo contra os bolivianos), James e Cuadrado virem de trás. Além disso, vale mencionar também o espaço que Pekerman vem dando a jogadores dos clubes locais – Díaz, Pérez e Torres começaram entre os titulares, enquanto a sensação Marlos Moreno ganhou a chance de participar mais uma vez dos minutos finais.

O Equador, por sua vez, começa a perder fôlego após o ótimo início. O segundo tropeço consecutivo não tira La Tri do topo da tabela, mas pode permitir ao Uruguai igualar a sua pontuação. Sem conseguir imprimir o seu jogo vertical, o time pagou caro pelas brechas dadas na defesa, costumeiramente sólida. A derrota fora de casa é compreensível, ainda que instale algumas dúvidas diante da sequência das Eliminatórias.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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