Libertadores

Guillermo Schelotto, técnico do Boca Juniors: “Teremos que jogar melhor para chegar à final”

Vencer por 2 a 0 em casa no jogo de ida de uma competição em mata-mata que tem os gols fora como critério de desempate é uma vantagem enorme. O Boca Juniors conseguiu, com dois gols no final do jogo depois de 77 minutos sem apresentar muito futebol. O técnico Guillermo Barros Schelotto, porém, admite que o time precisa jogar melhor para chegar à final. Na próxima quarta-feira, o Boca Juniors vai até o Allianz Parque podendo perder por até um gol de diferença para chegar à decisão da Libertadores.

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“Acredito que neste caso, pela qualidade dos rivais, com um nível parecido e jogadores com alta qualidade, são partidas como de Copa do Mundo. Se definem por alguma individualidade. Temos que estar atentos aos próximos 90 minutos. A equipe estw0ve organizada, inteligente. Teve disciplina. Jogamos contra uma equipe que havia ganhado sempre como visitante. Salvo dois chutes no segundo tempo, não nos ameaçou”, disse Schelotto na coletiva de imprensa depois da partida na Bombonera.

“Sempre se aprende, inclusive nas vitórias. A derrota te obriga. Mas quando ganhamos tratamos de olhar para essas coisas que podemos fazer melhor no dia a dia. Havíamos falado com os jogadores da importância de ganhar. O objetivo era ganhar. Óbvio, através de uma ideia e plano. Nós conseguimos, com dois gols de diferença e nos marcassem”, continuou o técnico.

“Temos que jogar melhor para chegarmos à final. Fomos uma boa equipe, bem posicionada e organizada. Foi muito difícil no primeiro tempo. Aos brasileiros, foi difícil a velocidade no segundo tempo. Aproveitamos a bola parada. Começamos a trabalhar melhor a bola e ter no campo deles. Quando você junta três ou quatro jogos, sempre tratamos de manter o campo bem aberto”, continuou o treinador argentino.

“Tínhamos que manter a intensidade, aquela que dá uma possibilidade ao rival, dá uma vantagem muito grande. Nos mantivemos. Em linhas gerais, tivemos atitude para ganhar. A sensação era que o gol viria e o Palmeiras estava controlado. Saio contente por tudo”, analisou ainda Schelotto.

O treinador comentou também sobre Darío Benedetto, o herói da partida. “Ele vinha de uma lesão. Sua recuperação teve uma lesão muscular. Voltou do zero. Mas além do mérito de tê-lo trazido e o colocado, o mérito é de Darío de treinar e não cair. Uma lesão postergou tudo. Hoje ele pagou no campo. O mérito é dele mesmo. É um craque”, analisou.

Foi pedido que Schelotto falasse sobre os quatro semifinalistas. “Eu não posso dizer às pessoas, os jornalistas é que tem que dizer. Quem jogou futebol sabe quem são essas quatro equipes. Jogamos contra uma equipe que tem individualidades. É uma equipe complicada. Precisamos ver quem pode vir do banco. Sofremos na fase de grupos com o Palmeiras. Qualquer uma dessas quatro equipes pode ganhar em qualquer campo. Qualquer um dos quatro pode ganhar e ser campeão. É parelho. Faltam 90 minutos e não podemos entregar esta diferença. Temos que jogar uma final de volta no Brasil”, disse o treinador do Boca.

Schelotto sabe que o jogo de volta não será fácil. “Será duríssimo. Não será fácil. Temos que conseguir nos impor. Será duríssimo. Eles têm uma fortaleza muito grande ao longo da Copa, será difícil. Não há nada definido”.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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