Libertadores

Benedetto tira o jogo da calmaria e, com dois gols relâmpago, abre vantagem para o Boca

Palmeiras e Boca Juniors jogavam por inércia. Estavam em campo e, por ética, precisavam tocar a bola de um lado para o outro, mas nenhum dos dois parecia muito preocupado em tirar o zero do placar. Nem mesmo o dono da casa. A partida corria em ritmo lento até Darío Benedetto entrar em campo, aos 32 minutos do segundo tempo. O centroavante acabou com a calmaria. Com dois gols relâmpago, abriu vantagem para o Boca, que venceu na Bombonera por 2 a 0.

O erro primordial do Palmeiras foi não ter tido nem um pouco de fome de anotar um gol fora de casa que seria importantíssimo. Porque, defensivamente, Gustavo Gómez e Luan, dupla de zaga promovida dos reservas, lidaram bem com Pavón, Zárate e Ábila. Weverton precisou fazer alguns defesas porque, afinal de contas, ainda era o Boca Juniors na Bombonera. Mas sem pressão, sem muitos apuros.

Podemos resumir o primeiro tempo, bem rapidamente, em um único lance mais ou menos perigoso, quando Weverton saiu mal do gol para cortar um escanteio, e Izquierdoz antecipou-se para cabecear próximo à trave. E foi isso. O Boca Juniors tocava a bola sem urgência. O Palmeiras abusava dos chutões, bicões basicamente, e nada conseguiu criar.

A segunda etapa foi levemente mais movimentada, antes dos gols, com um chute de média distância de Dudu, que Rossi desviou para a linha de fundo. O momento chave foi uma falta cometida por Felipe Melo na entrada da área. Olaza cobrou com mostarda, e Weverton conseguiu voar no ângulo para espalmar. Na cobrança de escanteio, Benedetto antecipou-se na primeira trave e cabeceou para baixo: 1 a 0.

O Palmeiras mal esboçou pressionar o Boca Juniors quando Pablo Pérez tocou para Benedetto na entrada da área. Luan entrou seco e levou o drible. O atacante do Boca soltou a perna no canto direito de Weverton para fazer 2 a 0. No desespero, o Palmeiras, enfim, sentiu alguma vontade de balançar a rede, despejando a bola na área adversária, sem nada produzir.

A situação do Palmeiras ficou delicada. Não apenas pela amplitude do placar e a qualidade do adversário, dois aspectos que já a deixariam bem complicada, mas também pelo estilo do time, que demonstrou muitas dificuldades quando precisou mandar na partida e buscar o resultado. Precisará de um jogo praticamente perfeito no Allianz Parque para avançar à final.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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