Libertadores

Entenda estratégia do Flamengo para levar atletas em transição para viagens

O último caso foi o de Arrascaeta, que não conseguiu se recuperar a tempo para representar o Flamengo contra o Palestino

O Flamengo ainda não vai poder contar com o retorno de um dos seus principais jogadores. Arrascaeta viajou com a delegação para São Paulo na expectativa de se recuperar visando o jogo contra o Palestino, mas não atingiu o objetivo e retornou ao Rio de Janeiro para finalizar a transição física. Sua presença, contudo, faz parte do próprio planejamento do Rubro-Negro.

A Trivela apurou detalhes da estratégia do Flamengo, que difere de boa parte de outros clubes do Brasil. Já foram pelo menos quatro atletas nesta situação.

Por que Arrascaeta viajou com o grupo?

O meia uruguaio sofreu uma lesão no adutor da coxa durante a partida contra o Botafogo, no dia 28 de abril. O próprio Flamengo informou que o problema de Arrascaeta era pequeno, ou seja, o tempo de recuperação não seria dos mais longos. Por isso os treinos com bola e o início da transição física demorariam pouco para começar, menos de uma semana depois, inclusive.

Pensando na possibilidade de retornar contra o Palestino, Arrascaeta viajou com o grupo para Bragança Paulista, onde realizou treinos específicos em Atibaia e no CT Joaquim Grava, do Corinthians. A presença do camisa 14 na delegação foi confirmada, pois os membros do departamento médico também embarcaram, chefiados por Márcio Tannure. A permanência do uruguaio no Rio, portanto, não faria sentido.

Como as lesões musculares são tratadas com cautela, Arrascaeta não conseguiu entrar em condições para receber o sinal verde de Tannure e companhia. Ele retornou ao Rio de Janeiro para finalizar o processo de recuperação e, quem sabe, ficar à disposição para o jogo deste sábado (11), diante do Corinthians, no Maracanã.

Arrascaeta treinou com o elenco, mas não fica à disposição de Tite contra o Palestino (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)

Outros fizeram o mesmo

Não foi só Arrascaeta que passou por esse tipo de situação no Flamengo. Wesley e Allan, por exemplo, também viajaram com a delegação para partidas em que tinham chances remotas de presença. O lateral direito esteve no elenco que embarcou para Goiânia, visando a estreia no Campeonato Brasileiro, diante do Atlético-GO, e não teve condições de jogo. Fez falta, inclusive, já que Varela foi desfalque de última hora.

As razões por trás da estratégia do Flamengo

Além de, claro, manter o acompanhamento de perto por parte do departamento médico, a presença dos atletas nessas situações em específico tem a ver com o processo de reintegração ao elenco. Essa gestão de grupo é vista como fundamental para a comissão técnica de Tite, no intuito de que todos se sintam importantes, ainda mais no caso de lideranças como Arrascaeta.

Para exemplificar, é fácil citar o caso de Gerson. O Coringa teve que passar por uma cirurgia nos rins para corrigir uma hidronefrose e, poucos dias depois, já estava no Ninho do Urubu com os companheiros. O jogador só voltou a vestir o uniforme de treinos do Flamengo um mês depois, mas acompanhou o dia a dia do elenco com afinco.

É essa postura que Tite quer durante a reintegração. Não trazer o atleta apenas na parte física, mas na mental também. Esse acolhimento faz ainda mais sentido quando se analisa o momento que o Flamengo vive na temporada, de oscilação e saudade de alguns atletas entregues ao departamento médico. A ausência de Cebolinha, que volta contra o Palestino, por exemplo, foi muito sentida.

Se essa estratégia vai perdurar ou não, só o tempo pode dizer, mas essa é a situação de momento do Flamengo. Seria bom, também, poder contar com Arrascaeta diante do Palestino, em partida que se desenha como fundamental para as pretensões de Tite e companhia no Grupo E da Libertadores.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

É repórter na cobertura do Flamengo há três anos, com passagens por Lance! e Coluna do Fla. Fã de Charlie Brown Jr e enxadrista. Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida!
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