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Galo volta da Argentina com o empate, mas sabendo que ficou devendo

O Atlético Mineiro volta para casa com um ponto após sua estreia na Copa Libertadores. Mas não tão satisfeito por aquilo que apresentou na visita a Mendoza. O Galo teve uma atuação morna no Estádio Malvinas Argentinas, buscando o empate por 1 a 1 contra o Godoy Cruz. Faltou intensidade aos atleticanos durante boa parte dos 90 minutos, enquanto a pressão no final acabou sendo em vão. De qualquer maneira, em uma chave que não representa tantos perigos assim, empatar contra um dos principais rivais fora de casa está longe de ser o fim do mundo para o time de Roger Machado.

O Atlético entrou em campo armado no 4-3-3. Robinho, Otero e Fred compunham a linha de frente, encarando um adversário que sofria com a falta de ritmo competitivo. No entanto, a tentativa de se posicionar no ataque arruinou os planos alvinegros logo no primeiro minutos. Após uma bola perdida nas proximidades da área, o Godoy Cruz armou a ligação direta e, graças ao escorregão de Gabriel, Javier Correa ficou com o caminho livre para abrir o placar. Vantagem bastante cômoda aos bodegueros.

Faltava inventividade aos dois times. O Godoy Cruz se resguardava, mas não tomava tantos sustos com as bolas cruzadas pelo Galo. Enquanto isso, tentava explorar o erro dos visitantes para ampliar a diferença. Os volantes atleticanos não conseguiam cobrir os lados do campo e os laterais sofriam. Ao final da primeira etapa, os argentinos jogaram no lixo uma chance de ouro de sacramentar a vantagem. Juan Garro recebeu cruzamento na segunda trave livre, mas bateu para fora.

Era necessário ao Galo mudar sua postura para o segundo tempo. Por isso mesmo, Roger Machado tirou Danilo Barcelos e reforçou o ataque com Juan Cazares. A alteração até melhorou a equipe. E, aos cinco minutos, já rendeu frutos. Elias foi derrubado dentro da área. Pênalti que Fred cobrou com firmeza. O goleiro Rodrigo Rey ainda triscou na bola, sem conseguir fazer a defesa. Na sequência, o Godoy Cruz ameaçou em chutes de média distância e em bolas alçadas na área, mas nada tão claro.

Entretanto, ainda que trabalhasse melhor a bola na segunda etapa, o Atlético só viu o caminho para a virada se abrir aos 39, em entrada violenta de Danilo Ortíz, que acabou expulso. Com um a mais, os mineiros passaram a bombardear a área do Godoy Cruz. A bola pipocava, mas a zaga argentina conseguia afastar. Antes mesmo do apito final, dezenas de fogos de artifício começaram a estourar nos arredores do estádio, no que parecia uma maneira de tirar a concentração dos visitantes. Prevaleceu o empate.

Pela maneira como o jogo se desenhou, com o gol sofrido no início, o empate não foi tão ruim ao Atlético Mineiro. De qualquer maneira, restou a sensação de que o time de Roger Machado poderia ter feito muito mais, contra um adversário um tanto quanto acuado, jogando pelos erros. Ficam as lições para a evolução do trabalho nas próximas semanas. E, por aquilo que se apresentou em Mendoza, há o que evoluir.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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