Copa América 2024

Pênaltis fizeram justiça ao que aconteceu com a bola rolando: Chile melhor e classificado

A Copa América. Solidez defensiva, qualidade individual, um plano bem definido. Parecia forte candidata ao título. Mas encarou, em Itaquera, um Chile que espreme até a última gota da sua geração mais vitoriosa. O roteiro foi parecido nos dois tempos. Os colombianos começaram bem, pareciam capazes de dominar o jogo, mas foram caindo de rendimento e terminaram precisando resistir à pressão chilena. Conseguiram, mas não houve gols com a bola rolando. Os pênaltis, aleatórios, sempre tidos como loteria, acabaram fazendo justiça ao que aconteceu durante os 90 minutos. Um Chile melhor e classificado prepara-se para enfrentar Peru ou Uruguai e tentar o terceiro título consecutivo. 

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O Chile deixou a zona de sul de São Paulo, na região da Berrini, por volta das 17h30, para chegar à Itaquera, a aproximadamente 30 kms de distância, no horário de pico de uma sexta-feira. Claro que se atrasou. Entrou no estádio apenas 19h20 e subiu ao gramado para aquecer 20 minutos depois. A partida teve que ser adiada para as 20h20.  

Começo movimentado

Em uma Copa América de partidas bem fracas, foi um alento o começo em Itaquera. Duas equipes intensas, bem organizadas e que sabem tratar a bola. A Colômbia largou melhor, roubando a bola com facilidade e chegando várias vezes à área chilena. A pressão não resultou em chances claras apenas porque Maripán se jogou para travar a boa jogada de Roger Martínez, que dominou e emendou o chute sem deixar a bola cair, e porque houve falta de Aránguiz em Falcao na entrada da área, na hora que o centroavante preparava-se para uma finalização ou um passe açucarado em boa posição. No outro lado, o Chile era o time das espetadas, e quase abriu o placar quando Fuenzalida cruzou da direita e Aránguiz desviou na primeira trave. Maravilhosa defesa de Ospina. 

VAR – capítulo I

Vidal lançou para Sánchez pela direita. O atacante do Manchester United abriu o corredor para a passagem de Beausejour e tocou na medida para o cruzamento. Ospina embaralhou-se com Davinson Sánchez, e a bola sobrou para a finalização de Aránguiz. No entanto, depois da revisão do assistente de vídeo, ficou constatado que Sánchez estava ligeiramente à frente no início da jogada. E o gol foi anulado. 

Papéis se invertem

No fim do primeiro tempo, o Chile acabou tendo muito mais posse de bola, em 58%, e dominou a segunda metade da etapa. A grande oportunidade surgiu em uma virada de jogo de Isla para Sánchez. A bola foi tocada para Vidal, que pegou de primeira, com a canhota, e por pouco não marcou um belo gol. 

VAR – Capítulo II

A partida seguiu disputada e bem brigada, mas o nível caiu um pouco na primeira metade do segundo tempo. A grande chance foi uma bomba de Vargas da entrada da área, que Ospina defendeu em dois tempos. Aos 25 minutos, porém, Sánchez tocou para Maripán, que fez a parede dentro da área, meio sem querer, e permitiu que Vidal emendasse de perna esquerda. Um gol bacana. Pena que não valeu. Com a ajuda do assistente de vídeo pela segunda vez, Nestor Pitana identificou toque de mão de Maripán na hora do pivô. E anulou mais um gol do Chile. 

Pênaltis

Pouca coisa aconteceu depois do segundo gol anulado do Chile. Uma cavadinha de Vargas, que Ospina se recuperou bem para defender, foi o lance de maior perigo. A partida foi para os pênaltis. James abriu os trabalhos cobrando rasteiro. Vidal encheu o pé e empatou. Cardona e Vargas converteram seus chutes. Arias chegou a tocar a batida de Cuadrado, mas não conseguiu a defesa. Pulga, com direito a um pulinho, empatou em 3 a 3. Vaiado profundamente pela combinação de torcedores rivais do Palmeiras, Mina cobrou bem. Aránguiz, firme, forte, empatou. Com Arias pulando para um lado, William Tesillo teve todo o outro canto para marcar, mas mandou para fora. Alexis Sánchez, experiente, calmo, executou o pênalti decisivo. E o Chile passou às semifinais. 

Ficha técnica

Colômbia 0 (4) x (5) 0 Chile

Local: Arena Corinthians, em São Paulo
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Cartões amarelos: John Medina, Juan Cuadrado e James Rodríguez (COL); Charles Aránguiz e Arturo Vidal (CHI)

Colômbia: David Ospina; John Medina, Yerry Mina, Davinson Sánchez e William Tesillo; Wilmar Barrios, Mateus Uribe (Edwin Cardona) e Juan Cuadrado; James Rodríguez, Roger Martínez (Luis Díaz) e Falcao García (Duván Zapata). Técnico: Carlos Queiroz

Chile: Gabriel Arias; Maurício Isla, Gary Medel, Guillermo Maripán e Jean Beausejour; Erick Pulgar, Arturo Vidal e Charles Aránguiz; José Fuenzalida (Esteban Pavez), Alexís Sánchez e Eduardo Vargas. Técnico: Reinaldo Rueda

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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