Copa América 2024

Balogun bem que tentou fazer algo, mas os Estados Unidos sucumbiram diante do Panamá

Após atacante norte-americano abrir o placar, panamenhos buscaram a virada e venceram a primeira na Copa América

Na noite desta quinta-feira (27), o Panamá venceu os Estados Unidos por 2 a 1, no Mercedes-Benz Stadium, em jogo válido pela segunda rodada do Grupo C da Copa América 2024.

Folarin Balogun, atacante norte-americano, é a única boa notícia da seleção da casa. O camisa 20 marcou seu segundo gol na competição e reforçou a boa fase individual.

Apesar do triunfo do Panamá — que chegou a três pontos e embolou o Grupo C — Balogun merece destaque. O jovem de 22 anos, que também balançou as redes contra a Bolívia na estreia, se desdobrou quando Timothy Weah — seu companheiro de ataque — foi expulso ainda no 1º tempo.

Raça, vontade e resiliência não faltaram. Balogun fez tudo que se pede de um centroavante quando o time tem um a menos em campo: reteve a bola, buscou aproximação e, de quebra, acertou belo arremate.

Para azar dos norte-americanos, não foi o suficiente. Justa vitória panamenha em Atlanta e gosto amargo no lado dos anfitriões.

História de Balogun

Em maio do ano passado, a Fifa aceitou o pedido de Balogun para representar a seleção dos Estados Unidos. O atacante é natural de Brooklyn, mas, como citado, defendeu as categorias de base da Inglaterra.

Ao receber o convite da federação norte-americana de futebol, o jovem não pensou duas vezes e decidiu representar seu país natal.

— Minha decisão de representar os EUA foi tomada junto com a minha família. No fim, não tive que pensar muito, mas era algo que eu queria fazer e eu me sinto em casa aqui. Representar os EUA significa muito, mais do que as pessoas saberiam. Estou muito orgulhoso e honrado por esta oportunidade e quero dar tudo que tenho para que o time tenha sucesso — disse Balogun na época.

Filho de nigerianos, Balogun nasceu enquanto os pais passavam férias nos Estados Unidos. Posteriormente, a família se mudou para Londres, onde o jogador cresceu e conviveu com o futebol local.

Em 2008, ele ingressou nas categorias de base do Arsenal e permaneceu no clube até 2020. Com a camisa dos Gunners, disputou apenas 10 jogos e marcou dois gols pela equipe principal.

Escanteado no plantel de Mikel Arteta, Balogun foi emprestado ao Middlesbrough, da segunda divisão inglesa, e ao Stade Reims. No time francês, o atacante se destacou e terminou a temporada 2022/23 como um dos artilheiros da Ligue 1.

O bom desempenho de Balogun pelo Reims chamou atenção do Monaco, que investiu 40 milhões de euros em sua contratação no ano passado. Na última temporada, o norte-americano anotou oito gols e distribuiu cinco assistências.

Balogun em ação pelo Monaco
Balogun em ação pelo Monaco (Foto: Icon Sport)

Como foi Panamá x Estados Unidos pela Copa América?

O Panamá deu um susto nos Estados Unidos logo no começo de jogo — Bárcenas emendou bicicleta na área e tirou tinta do travessão. Mas não foi o suficiente para amedrontar os donos da casa. Empurrado pela torcida presente em peso no Mercedes-Benz Stadium, o time norte-americano tentou tomar as rédeas da partida.

Em cobrança de falta, Pulisic cruzou bola na área e encontrou Chris Richards, que testou consciente e parou em milagre de Mosquera. No rebote, McKennie encheu o pé e estufou as redes. A comemoração, entretanto, virou frustração. O VAR denunciou o lance e o gol acabou anulado por impedimento.

Faltas em excesso, jogo picotado e pouquíssimo tempo de bola rolando marcaram os primeiros minutos de Panamá x Estados Unidos. Aos 17′ os mandantes ficaram com um homem a menos. Em lance isolado, Timothy Weah agrediu Roderick Miller e recebeu o cartão vermelho direto.

Mesmo em desvantagem numérica, os norte-americanos não abriram mão de agredir o adversário e buscar o gol. E ele não demorou a sair. Balogun tabelou com Robinson e acertou um petardo no ângulo. Bola indefensável para Mosquera. Um dos tentos mais bonitos da Copa América 2024 até o momento.

Engana-se quem acha que o modesto Panamá se deu por vencido. Pelo contrário. A equipe visitante colocou a bola no chão e conseguiu o empate pouco tempo depois. Da entrada da área, Blackman finalizou no cantinho e venceu Turner.

Veio o segundo tempo e o Panamá se lançou ao ataque. Com um jogador a mais, os panamenhos controlaram a posse de bola, ditaram o ritmo da partida e chegaram ao gol da vitória nos minutos finais. De primeira, Fajardo concluiu cruzamento vindo da direita e estufou as redes.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.
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