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Contra o Peru, Brasil mostrou sua maior qualidade para vencer: jogo coletivo

Foi o jogo mais difícil que o Brasil enfrentou sob o comando de Tite. O Peru, empolgado, parecia acreditar que poderia vencer. Impôs algumas dificuldades ao Brasil. O time, porém, parecia bem preparado para lidar com a dificuldade. Venceu por 2 a 0 com gols no segundo tempo, matando o jogo quando teve a chance. O time soube lidar com as ameaças e venceu com tranquilidade. Uma tranquilidade, aliás, que era comum ver no Corinthians de Tite. Uma tranquilidade de um time que tem um desempenho coletivo excelente, sem depender de um só jogador e com muitos destaques individuais também.

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O começo do jogo foi de muito sufoco dos peruanos sobre os brasileiros. A seleção de Ricardo Gareca pressionava para ficar no campo de ataque. Aos seis minutos, uma grande jogada do Peru que acabou em um chute na trave de Carrillo. Foi um susto que pareceu fazer o Brasil entender que precisava esfriar o jogo. Passou a fazer passes com paciência, esfriou o jogo, passou a controlar a partida e chegou em alguns momentos com perigo, mas sem criar chances claras.

Logo aos dois minutos, o Peru teve uma boa chance em uma bola tomada de Filipe Luís, a bola foi cruzada e Guerrero finalizou, mas sem força e Alisson defendeu com tranquilidade.  Assim como no primeiro tempo, o Peru tentou pressionar o Brasil nos primeiros minutos. E, assim como no primeiro tempo, a seleção passou a dominar o jogo depois de 10 minutos.

Aos 13 minutos, em um lance de Philippe Coutinho que entrou driblando na área, a bola foi dividida e sobrou na área para Gabriel Jesus, livre. O atacante do Palmeiras finalizou com categoria e muita calma para marcar o seu quinto gol nas Eliminatórias. É o artilheiro do Brasil no torneio.

O Peru chegou a ameaçar aos 26 minutos. Em um escanteio, Alisson socou a bola, que bateu em Ramos e foi para fora. Em seguida, o Brasil voltaria a ameaçar em um cruzamento de Daniel Alves que encontrou Gabriel Jesus impedido. Jogando bem, o Brasil voltou a ameaçar aos 30, em um chute de Neymar de fora da área que tocou na trave e saiu.

Veio então o lance que seria fatal para o jogo. Lançamento para o ataque, a defesa peruana afastou mal e a bola caiu nos pés de Gabriel Jesus. O camisa 9 fintou para o meio e achou Renato Augusto, bem posicionado dentro da área. O camisa 8 finalizou com categoria para marcar 2 a 0. Tranquilidade para a seleção.

Nos minutos finais, Tite colocou em campo Willian e Douglas Costa, dois jogadores com potencial para serem titulares. O Peru não teve mais força para atacar com ímpeto. O Brasil, então, só precisou administrar o resultado.

O que mais impressiona na seleção brasileira neste momento é que muitos jogadores vão muito bem e nenhum deles vai mal. Neymar nem precisou fazer uma grande partida. Coutinho foi muito bem, mas todos os jogadores estão conseguindo render, de uma forma que o time tem um bom rendimento coletivo. Mais do que brilhos individuais, o Brasil passa a impressão de estar bem treinado, que sabe o que fazer e como fazer.

Gabriel Jesus se destacou, Philippe Coutinho também, mas não houve um só jogador que não tenha ido bem. Daniel Alves, pela lateral direita, foi muito bem. Paulinho cumpriu bem seu papel no meio e chegou ao ataque algumas vezes. Renato Augusto, além do gol, foi muito bem em campo, fazendo um revezamento de posições com Coutinho. É muito discutível dizer quem foi o destaque individual do jogo. O maior destaque do time até aqui é justamente o jogo coletivo e isso é ótimo. Ainda mais para uma seleção que até pouco tempo que tocava para Neymar e torcida para ele resolver o jogo. Agora, tudo mudou.

A seleção brasileira termina 2016 muito melhor do que começou. Antes de Tite, o time estava em sexto lugar. Agora, é primeiro. Chega a 27 pontos, quatro de vantagem para o segundo colocado, Uruguai. Depois vem Equador e Chile, em terceiro e quarto, com 20 pontos. A Argentina tem 19 e é quinta colocada. A Colômbia tem 18 pontos e é sexta.

Na próxima rodada, no dia 20 de março, o Brasil enfrenta o Uruguai em Montevidéu. Na rodada seguinte, no dia 28 de março, o Brasil enfrenta o Paraguai.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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