Central e Nacional fizeram aquilo que todo mundo espera de um grande jogo de Libertadores

O Gigante de Arroyito pulsava. As arquibancadas auriazuis ofereceram um grande recebimento para o jogaço que se esperava. Já dentro de campo, Rosario Central e Atlético Nacional cumpriram as expectativas em seu primeiro duelo pelas quartas de final da Libertadores. Os dois times de futebol mais vistoso da competição até o momento fizeram um embate franco. Teve muita vontade e pegada, como reza a cartilha do certame sul-americano. Mas isso não significou a ausência de um jogo bem pensado, com qualidade nas tramas e ocasiões de gol – algo que São Paulo e Atlético Mineiro poderiam aprender depois desta quarta. Os argentinos saíram em vantagem com a vitória por 1 a 0, em placar até magro para o que aconteceu durante os 90 minutos. No entanto, que vale para deixar o confronto aberto para o reencontro em Medellín. Promessa de outro grande jogo.
A intensidade das duas equipes se escancarou desde os primeiros instantes. No entanto, um erro do Atlético Nacional aos seis minutos já lhe custou a derrota. Trocando passes a partir da defesa, os colombianos permitiram a interceptação. Mas não dá para tirar os méritos de Walter Montoya pelo golaço. O camisa 8 percebeu o goleiro Franco Armani adiantado e acertou um lindo chute por cobertura. Os verdolagas, contudo, não se abalaram. Trabalhavam melhor a bola e tentavam pressionar no ataque, mas só ameaçavam nas bolas paradas, diante de todo o empenho dos anfitriões no bloqueio. O Central, por sua vez, exibia um estilo bem mais incisivo em suas ações ofensivas, espreitando o erro.
Já no segundo tempo, os rosarinos se lamentaram por não aumentarem a diferença. A primeira grande chance não se concretizou graças a Armani. O goleiro do Atlético Nacional operou o maior milagre desta Libertadores, com três defesas sensacionais em sequência. Pouco depois, quando estava batido, o arqueiro viu o golaço de Germán Herrera ser barrado pela trave, em chute que buscava o ângulo. Enquanto isso, do outro lado, os colombianos tinham volume de jogo, mas não conseguiam encontrar os espaços diante da ótima marcação dos argentinos. Fez toda a diferença.
A primeira derrota do Atlético Nacional na Libertadores bota o time contra a parede. Os verdolagas fazem grande campanha, mas não haviam enfrentado nenhuma equipe tão forte. Possuem qualidade no ataque para buscar a vitória em Medellín, mas também precisam ter a consciência que um gol dos rosarinos pode estragar tudo. E o perigo é constante, ainda mais diante da fase infernal de Marco Rubén. Quem sobreviver ao confronto sai com moral suficiente para se colocar como um dos favoritos ao título.



