Argentina

[Vídeo] A lição de vida sobre o futebol que Maradona deu a um grupo de crianças

Diego Maradona é um personagem um tanto quanto controverso, seja por suas opiniões firmes ou por muitas de suas escolhas. No entanto, o camisa 10 inegavelmente é um grande personagem. Por toda a sua história de vida, pelos altos e baixos, pela figura que se transformou graças à bola e à personalidade. O argentino não se porta exatamente como o protagonista muitas vezes idealizado no futebol, embora também esteja longe de ser o antagonista que lhe pintam. É o anti-herói. É o humano, com seus contrastes entre virtudes e defeitos.

Nesta semana, Maradona passou pela Nicarágua. E aproveitou a ocasião para visitar um grupo de crianças em uma escolinha de futebol. Os pequenos tiveram a oportunidade de conhecer um dos maiores da história e, mais do que isso, bater um papo com ele. Impressiona a humildade de Diego, assim como a simplicidade com a qual ele deu sua lição de vida aos garotos. Para sentar e ouvir:

“Da mesma maneira, com a vontade que têm vocês e com os cuidados que recebem, estava eu. Com os mesmos sonhos que vocês, nem uma a mais e nem uma a menos. Então, o futebol é o esporte mais maravilhoso que existe. Não resta a menor dúvida disso. E aqui é onde você se faz homem. Aqui você se faz homem querendo chegar primeiro à bola que seu companheiro. Leal, mas querendo chegar primeiro. Querendo treinar mais que o seu companheiro para ganhar a posição, para ser titular. Porque essa é a vida. Isso é o que a vida lhes vai dar. Falo isso a todos”.

“Eu tenho 55 anos. Desde os 12 anos, como vocês, fui treinar pela primeira vez. Vejam quantos anos se passaram. E quantas alegrias me deu esta [mostra a bola]. Pude comprar a casa da minha mamãe, pude fazer com que meu papai não precisasse mais trabalhar, fiz com que meus irmãos estudassem, fiz que minhas irmãs tivessem uma boa vida. Tudo graças a ela. E graças a Deus”.

Segundo a agência AFP, ainda declarou aos meninos: “Alguém diz que sou o número um. Sou comparado com Messi, com Ronaldo, com este, com aquele outro. Não me importa! Eu joguei, me diverti, fiz gols, dei canetas, driblei goleiros, driblei defensores que se chocavam. Eu me diverti!”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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