Argentina

Triunfo triplo em Buenos Aires

O River foi derrotado pela primeira vez no Clausura no último dia 20, contra o Rosario Central. Na rodada passada, foi a vez do Boca, seu maior rival, perder a invencibilidade no torneio. O responsável por isso foi o San Lorenzo, que atuou em seu estádio e é o atual campeão do Clausura. Menseguez foi o autor do único gol do clássico. Com esse resultado, o Ciclón ultrapassou os Xeneizes na classificação e chegou à terceira posição. Os dois times que estão acima são Estudiantes e River. Ambos lideram a competição, com 27 pontos cada. O San Lorenzo tem 24.

Pensando na Libertadores, os técnicos Ramón Diaz, do San Lorenzo, e Carlos Ischia, do Boca, preservaram alguns nomes importantes. Pelo lado do San Lorenzo, o meia D’Alessandro começou no banco de reservas e entrou em campo aos 32 minutos do segundo tempo. Já seu colega Placente sequer saiu do banco. Pelo lado do Boca, os atacantes Palacio e Palermo jogaram um tempo cada. Riquelme? Nem foi relacionado para a partida.

Algo que chamou muito a atenção foi uma acusação feita pelo colombiano Vargas, do Boca. Ele disse que, durante o jogo, o árbitro Saúl Laverni pediu para D’Alessandro lhe dar sua camisa depois do apito final. Vargas ainda declarou que havia gente no banco de reservas do Boca que também ouviu o pedido do árbitro. A respeito dessa acusação, Laverni se defendeu da seguinte maneira: “É um mentiroso. Há uma proibição da AFA de pedir e receber souvenirs, camisas e bolas. Às vezes, os jogadores dizem coisas que não entendo. Não sei por que disse isso. Deveria se preocupar em jogar”. Quem também falou sobre o assunto foi D’Alessandro: “Eu pediria ao Vargas que não minta e que não me envolva em questões estranhas. É bastante comum que um árbitro te peça a camisa. Aconteceu comigo na Argentina e, também, na Europa. Mas não foi o caso de Laverni. É uma loucura o que disse Vargas. E tem mais: no gramado, falei com Palacio e combinamos de trocar as camisas no vestiário”.

Esse episódio, porém, não foi a única coisa que irritou Vargas. Aos 48 minutos da segunda etapa, Laverni errou ao expulsá-lo. Vargas já tinha um cartão amarelo e recebeu o segundo por ter cometido uma falta em D’Alessandro. Todavia, não existiu a infração.
 

Antes de enfrentar o Boca, o San Lorenzo havia disputado um jogo contra o Vélez no dia 23. Essa partida, adiada na sexta rodada, também teve a vitória do Ciclón pela contagem mínima. Aliás, em ambas as ocasiões o San Lorenzo abriu o placar rapidamente. Diante do Fortín, o gol saiu aos 14 minutos. Contra o Boca, aconteceu aos dois.

Sem sossego em casa

Para permanecer em primeiro lugar no Clausura, o River teve que suar muito para derrotar o Argentinos Juniors no Monumental. Buonanotte, aos 32 minutos da etapa inicial, abriu o placar para os donos da casa. Nove minutos mais tarde, os visitantes alcançaram o empate, através de Delorte. O segundo tempo teve um período que lembrou o primeiro: Buonanotte fez 2 x 1 aos quatro minutos e Barzola deixou tudo igual aos 12. O triunfo do River foi assegurado com um gol de Abreu, aos 16, e outro de Falcao, aos 49.

Na coluna passada, havíamos dito que o Rosario Central estava vivendo uma seqüência de partidas bastante complicada no torneio. Com o Argentinos Juniors, a situação é igual. O Estudiantes, que é um dos lideres da competição, será seu próximo adversário. E antes de enfrentar o River, os obstáculos haviam sido o San Lorenzo (terceiro colocado) e o Newell´s (quinto, ao lado do Vélez). O Argentinos Juniors ganhou do Ciclón por 2 x 1 e perdeu para os Leprosos por 2 x 0.

Além da série difícil de jogos, o Argentinos Juniors lamenta o fato de ser o único time do Clausura que não viu nenhum atleta adversário receber cartão vermelho. A equipe que mais comemorou a expulsão de jogadores oponentes foi o Independiente (oito).

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Equipe Trivela

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