Subiram e surpreenderam

As estréias no Apertura dos times recém-promovidos foram muito boas. Em Tucumán, o San Martín venceu o Huracán por 2 x 0. Já o Godoy Cruz fez ainda melhor: derrotou o Banfield por 2 x 1, fora de casa. Todos os gols desta partida foram marcados rapidamente. Castillo abriu o placar para a equipe visitante aos dois minutos do primeiro tempo, Bertolo empatou aos oito e Castillo fez 2 x 1 aos 19.
Existe uma grande diferença entre estes dois triunfos. O Godoy Cruz não disputava um jogo na divisão principal desde 2007, quando foi rebaixado. Em relação ao San Martín, o tempo longe da elite era muito maior. Sua última partida havia acontecido em 1993.
Para o colombiano Castillo, a rodada teve um gostinho especial. Não só pelos dois gols, mas também pelo fato de a partida contra o Banfield ter sido a primeira que disputou com a camisa do Godoy Cruz. O último time que havia defendido foi o Defensor-URU. Aliás, foi campeão uruguaio na temporada passada. Na Argentina, Castillo já passou por outros dois clubes: Vélez e Independiente.
Começo avassalador
Riquelme está na Olimpíada e não defendeu o Boca na primeira rodada do Apertura. Palacio também não atuou, pois permanece contundido. Mesmo sem eles, muita gente achava que o Boca não teria dificuldade para derrotar o Gimnasia Jujuy. Afinal, o adversário havia disputado a repescagem depois do Clausura e o confronto seria realizado em La Bombonera. A dupla acabou fazendo falta no primeiro tempo, que terminou 0 x 0.
No intervalo, o técnico Carlos Ischia resolveu mexer nas posições em que atuam Riquelme e Palacio. O meia Gracián entrou no lugar de Chávez e o atacante Noir substituiu Castromán. As mudanças tiveram efeito, já que os dois primeiros gols do Boca foram destes atletas. Battaglia e Vargas completaram o placar com um gol cada. Antes do terceiro gol, porém, o Lobo havia perdido o meio-campista Pieters, que foi expulso.
Uma novidade no Boca nesta partida foi o goleiro Javier García, de 21 anos, que ficou na reserva de Caranta. Quem deveria ter ficado no banco era Migliore, mas o atleta estava negociando com o Racing. Aliás, nesta segunda-feira foi definido seu empréstimo para a Academia (um ano). Mas não é só o Boca que perdeu um goleiro. O Racing, também. Hilário Navarro deixou o clube e se transferiu para o…Independiente. Sim, o maior rival! Navarro chega ao Rojo depois de ter sido personagem de uma história nada agradável: a Blanquiceleste S.A., empresa que tomava conta do futebol do Racing, havia comprado o passe do jogador com cheques sem fundo. Em seguida, Navarro ficou livre para acertar com qualquer outro clube.
Pensando nas quartas
Duas vitórias suadas nas duas primeiras partidas. Assim foi o começo da trajetória da Argentina na Olimpíada. O primeiro adversário a ser vencido foi a Costa do Marfim: 2 x 1. Somente aos 41 minutos da etapa final é que saiu o gol do triunfo. Depois veio a Austrália e a diferença de um gol se repetiu. Desta vez, a contagem foi de 1 x 0. O gol da vitória? Também demorou a ser marcado. O placar foi inaugurado apenas aos 31 minutos do segundo tempo. Junto com esses três pontos, veio a classificação para as quartas-de-final.
Na última rodada da primeira fase, irão ocorrer duas mudanças importantes na Argentina. Riquelme e Agüero, pendurados com um cartão amarelo, ficarão de fora do confronto diante da Sérvia, que será realizado nesta quarta-feira. Ambos os atletas foram advertidos na estréia. Os principais candidatos a ocuparem seus lugares são Buonanotte e Di María, respectivamente. Buonanotte ainda não entrou em campo na Olimpíada. Di María, em compensação, disputou os dois jogos. Ele começou como reserva em ambas as ocasiões e deixou o banco no decorrer das partidas.



