Argentina

‘Ainda bem que não jogamos a Finalíssima’: Argentina decepciona contra a Mauritânia

Seleção comandada por Lionel Scaloni venceu a Mauritânia, mas não convenceu devido aos baixos números apresentados

A seleção argentina ganhou de 2 a 1 da Mauritânia na última sexta-feira (27), em amistoso prévio à Copa do Mundo. Em uma partida bastante criticada, desde a sua definição, devido ao nível bastante abaixo do adversário, a Albiceleste não conseguiu ter um bom desempenho. Favorita, jogou mal, levou um gol da 115ª seleção do ranking da Fifa e teve mais pontos a melhorar do que a serem aplaudidos.

— Não foi um bom jogo, mas podemos tirar muitas conclusões. Não existem adversários fáceis, tudo é útil para o que está por vir. Há coisas a corrigir, e é melhor que isso aconteça agora. Em parte como um teste, e em parte para observar a situação. Não relaxamos, mas não estivemos no nosso melhor. Quando a equipe não joga bem, é difícil para qualquer um se destacar individualmente. É claro que, quando jogamos bem, podemos competir com qualquer um. E quando nosso nível cai, as coisas se complicam. E isso acontece com todos; o futebol é muito competitivo — afirmou o treinador Lionel Scaloni após a partida.

Inicialmente, a partida que jogaria a Argentina nesta Data Fifa seria contra a Espanha. A Finalíssima, entre o campeão da Copa América e da Eurocopa, seria o duelo ideal para medir forças entre duas favoritas ao título da Copa do Mundo de 2026. No entanto, pelas questões bélicas no Irã, o confronto foi cancelado e não conseguiu ser remarcado após divergências das Federações.

Vazado contra a Mauritânia, Dibu Martinez foi uma das peças que não encaixou bem, embora tentasse manter a solidez e consistência.

Ainda bem que não jogamos a Finalíssima. Se a gente jogasse assim, teríamos perdido… Para representar a seleção, precisamos competir melhor. Eles nos atacaram demais. Não conhecíamos bem o adversário. Jogaram como se suas vidas dependessem disso, mas precisamos mostrar um pouco mais de garra. Faltou intensidade e comprometimento. Faltou intensidade, faltou solidez e faltou convicção. Quando jogamos com a camisa da Seleção, precisamos fazer muito melhor — declarou o goleiro após o resultado.

Dibu Martinez pela seleção argentina
Dibu Martinez pela seleção argentina. Foto: IMAGO / SOPA Images

Números mostram baixo rendimento da Argentina

A vitória apertada da Argentina por 2 a 1 sobre a Mauritânia trouxe alguns números importantes e que merecem atenção. A “TyC Sports”, um dos principais veículos esportivos do país, foi enfática ao trazer a análise do jogo.

— Os dados que expõem o fraco desempenho da seleção argentina contra a Mauritânia — escreveu na manchete.

— Embora os gols sejam decisivos em uma partida, a seleção da Mauritânia pode voltar para casa sabendo que superou os campeões mundiais em oportunidades de gol, com nove contra sete da Argentina. Eles também registraram seis chutes a gol, três a mais que a Argentina. Mesmo considerando apenas o segundo tempo — de longe o pior para a Argentina — a superioridade em chutes a gol é inegável: sete contra apenas um da Argentina. Tudo isso de acordo com dados do SofaScore — analisou a “TyC Sports” no decorrer do texto.

No entanto, o ataque não foi a única área em que a Mauritânia superou os comandados de Lionel Scaloni. Os africanos foram superiores na interceptação de passes (11 contra apenas sete) e também perderam menos a posse de bola (78 a 94).

Já o “Olé”, outro meio da Argentina, analisou a partida da Albiceleste como algo sem brilho. Para o diário, a seleção até conseguiu se reinventar diante da adversidade, mas deixou a desejar em muitos aspectos.

Julián Álvarez pela seleção argentina
Julián Álvarez pela seleção argentina. Foto: IMAGO / SOPA Images

— Embora a Argentina tenha demonstrado que consegue se reinventar diante da adversidade e que, quando a fasquia se eleva, o mesmo acontece com o desempenho coletivo de um grupo coeso, a fusão de história e renovação não brilhou em La Bombonera. De uma perspectiva mais purista, chegou mesmo a suscitar algumas preocupações, precisamente no mesmo dia em que a Áustria goleou o Gana e a Argélia derrotou a Guatemala — escreveu.

— É tão verdade que esta Scaloneta renovada, com seus novos jogadores, precisa de tempo para se entrosar e se integrar completamente, quanto é verdade que o contraste com a versão idealizada foi significativo. A seleção dominou, sim. Chegou a atingir picos de 80% de posse de bola e uma média de dez passes por minuto no primeiro tempo. Mas foi tudo encenação. Sem sequer um vislumbre de poder de fogo — completou.

Agora, a seleção argentina terá um novo compromisso, contra a Zâmbia, no dia 31 de março, às 20h15, também na La Bombonera. O duelo servirá para Scaloni seguir testando sua equipe e fazendo seus últimos ajustes antes da Copa do Mundo.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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