Argentina

Rossi fechou o gol e o Boca, punindo um erro, derrotou o River em pleno Monumental

O River Plate não fez sua melhor exibição, mas teve mais volume e parou no goleiro do Boca Juniors

O Boca Juniors precisou aturar o sucesso do River Plate nos últimos anos, mas 2021 permitiu que os xeneizes tivessem algumas alegrias no clássico. Eliminaram os rivais nos pênaltis pela Copa da Liga e pela Copa Argentina, apesar da derrota no Campeonato Argentino conquistado pelos millonarios. Já neste domingo, o Boca voltou a comemorar um triunfo dentro do Monumental de Núñez, o que não acontecia desde 2017. O River teve domínio da partida pela Copa da Liga Argentina e ameaçou mais, embora a atuação tenha ficado abaixo do que se esperava. Aproveitando um erro dos oponentes, os boquenses buscaram o triunfo por 1 a 0, garantido também por uma atuação magnífica do goleiro Agustín Rossi.

O primeiro tempo não apresentou o melhor futebol, mas teve a superioridade do River Plate. Os millonarios dominavam a posse de bola e controlavam o duelo, embora longe da meta xeneize. A grande chance aconteceu aos 29, num lance individual de Julián Álvarez, que fintou a marcação e chutou para defesa difícil de Agustín Rossi com o pé. Enquanto isso, o Boca era um mero espectador, limitado a se proteger.

A melhora do Boca Juniors no segundo tempo se notou durante os primeiros minutos. Luis Vázquez, que substituiu Darío Benedetto, bateu forte e deu trabalho a Franco Armani. A resposta do River não seria aproveitada por Milton Casco, que furou livre no segundo pau. O gol xeneize não demorou, aos oito, e contou com uma indefinição da zaga millonaria. Leandro González Pires tentou proteger a bola para Armani, mas Sebastián Villa fez o desarme na área e driblou o goleiro antes de arrematar.

Diante da desvantagem, o River Plate passou a arriscar mais. Agustín Rossi começou a aparecer com boas defesas. Chegaria a salvar um mano a mano com Álvarez e mantinha a segurança, enquanto os millonarios pecavam na construção. Rossi salvaria também uma falta cobrada por Juan Fernando Quintero, antes de ser ajudado pelo travessão na batida de Enzo Fernández. O Boca se continha à defesa, mas teria um escape aos 32, num tiro de Juan Ramírez que exigiu a intervenção de Armani. Óscar Romero ainda tentou bater com o gol aberto, mas pegou de rosca.

O River Plate não desistiu e provocou o maior milagre de Rossi aos 41 minutos. Numa bola alçada, Agustín Palavecino acertou uma cabeçada frontal e ia encobrindo o goleiro. Rossi saltou para trás e realizou um milagre, conseguindo espalmar a bola para a linha de fundo. Foi o lance que decidiu o clássico. Durante a reta final, os millonarios permaneceram com a bola, mas a melhor tentativa seria travada pela zaga. A comemoração dos boquenses ao apito final foi bastante efusiva.

O River Plate é o terceiro colocado do Grupo A da Copa da Liga, com 13 pontos. Único invicto do torneio, o Racing lidera com 15 e o Unión de Santa Fe aparece logo abaixo com 14. Já o Boca é o segundo do Grupo B, com 14 pontos, atrás do Estudiantes apenas pelo número de gols marcados. Os quatro primeiros de cada chave avançam aos mata-matas.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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