Argentina

River Plate vence Estudiantes e conquista primeiro título com Demichelis

River chegou ao seu 38º título nacional com antecedência e mostrando um futebol digno dos melhores momentos com Gallardo

Eram muitas as dúvidas acerca do futuro do River Plate após a saída de Marcelo Gallardo. Artífice da grande fase da história do clube, com títulos importantes e presença constante nas fases finais da Copa Libertadores, Muñeco decidiu expandir seus horizontes em outubro de 2022.

O herdeiro da coroa dos Millonarios foi Martín Demichelis, com pouca experiência à frente de equipes profissionais. Meses depois da aposta, o River colheu os primeiros frutos e foi campeão da Liga Profesional, no último sábado (15).

O legado herdado do River Plate de Marcelo Gallardo

  • Dois títulos da Libertadores e um da Sul-Americana
  • Três vezes campeão da Copa Argentina
  • Campeão Argentino em 2021
  • Tricampeão da Recopa Sul-Americana

Em uma reformulação com direito a apostas em jogadores do mercado argentino e revelando jovens promessas, o River chegou ao seu 38º título nacional com antecedência. E mostrando um futebol digno dos melhores momentos com Gallardo. Provando que soube manter o nível e a atenção do seu elenco, Demichelis colocou em prática o conhecimento adquirido enquanto se preparava para esse momento.

Não faz muito tempo, ele estreava como técnico do Bayern II, nas profundezas do futebol alemão, em 2021. A boa relação com o River propiciou seu retorno à Argentina após quase 20 anos. Em 2003, quando ainda era um jovem zagueiro, Demichelis tomou os rumos de Munique para viver sua melhor fase.

É difícil herdar a coroa de Gallardo, depois de tantos títulos. Contudo, o começo de Demichelis à frente de um gigante como o River não deixou a desejar. Com duas rodadas para o fim do campeonato, os millonarios abriram vantagem insuperável sobre o Talleres, vice-líder.

Como foi a 38ª conquista do River Plate no Argentino

Firme na defesa e letal no ataque, contando com boas atuações de Lucas Beltrán e Miguel Borja, o River não pareceu em nenhum momento ter a dianteira do campeonato ameaçada. Impulsionado por um Monumental lotado (e reformado) na reta final da campanha, o time de Demichelis foi bastante regular e apresentou um futebol envolvente.

Até o momento, foram apenas três empates e quatro derrotas em 25 jogos. A 18ª vitória veio em cima do Estudiantes, que ocupa a parte intermediária da tabela, em sétimo. Em quinta marcha, o River atropelou e abriu 3 a 0 em pouco mais de meia hora de jogo, com o Monumental lotado. Cerca de 86 mil pessoas estiveram nas arquibancadas para prestigiar mais um totó do time da casa.

O placar foi construído com gols de Beltrán (1′), Nicolás De La Cruz (18′) e Esequiel Barco, aos 31, de pênalti. Sem deixar os pinchas respirarem, o River avançou como trator para cima do adversário, que simplesmente não conseguiu reagir. Mauro Méndez descontou na etapa final para os visitantes, e foi só.

A máquina de Demichelis agora mira o palco maior, aquele no qual o clube está habituado a vencer: a Libertadores. Dentro de 15 dias, o River começa a decidir sua vida na competição continental, e terá o Internacional como primeiro desafiante. Será a primeira prova a que o time será submetido para mostrar se tem força ou não para brigar fora da Argentina.

Independente se o título vier este ano, os próximos passos serão dados com algum otimismo dentro do coração riverplatense.

Foto de Felipe Portes

Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes
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