Argentina

River Plate cala a Bombonera e coloca fogo na disputa pelo título na Argentina

A Argentina inteira pulsou neste final de semana. Tanto o sábado quanto o domingo contaram com a rodada de clássicos pelo país. E a Bombonera viveu uma tarde única. A casa do Boca Juniors esteve abarrotada para o confronto decisivo com o River Plate. No entanto, os Millonarios calaram a multidão, com a vitória por 3 a 1 deixando a briga pelo título mais aberta. Os xeneizes permanecem na liderança, mas passam por uma fase ruim e veem os concorrentes no retrovisor. O San Lorenzo tem três pontos a menos. Já River, Newell’s Old Boys e Banfield estão quatro atrás.

A festa nas arquibancadas da Bombonera não intimidou o River Plate. Logo nos primeiros 25 minutos de partida, os Millonarios abriram ótima vantagem. Gonzalo Martínez inaugurou o marcador em belíssimo chute de primeira, no cantinho de Agustín Rossi. Pouco depois, seria a vez de Lucas Alario ampliar. Mas, antes que o intervalo chegasse, o Boca voltou ao jogo em gol de falta de Fernando Gago, contando com a colaboração do goleiro Augusto Batalla.

Já no segundo tempo, o clássico ganhou contornos de dramaticidade. O Boca Juniors buscou a pressão, diante dos novos vacilos do pouco confiável Batalla. Entretanto, o River Plate também ameaçava do outro lado. E matou o jogo nos acréscimos, depois de duas chances desperdiçadas pelos xeneizes. Em contra-ataque fulminante, Sebastián Driussi concluiu para as redes. Vitória inapelável dos visitantes, que dá mais cor à disputa.

Embora siga absoluto na ponta, o Boca vacila. A equipe de Guillermo Barros Schelotto venceu apenas um de seus últimos cinco compromissos, permitindo aos concorrentes sonharem. Restam mais seis rodadas, e o River Plate possui um jogo a menos em relação aos seus rivais. Se o confronto deste domingo serve de indicativo, dá para esperar uma reta final emocionante no Argentinão.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo