Portas fechadas

No último dia 3, o Vélez chegou ao seu quarto jogo seguido sem vitória no Apertura (um empate e três derrotas). O Fortín perdeu para o Lanús, fora de casa, por 2 x 1. E não demorou para que surgisse a primeira conseqüência deste resultado. O técnico Ricardo La Volpe pediu demissão. Todavia, a diretoria não aceitou. Roberto Jiménez, 1° vice-presidente do clube, disse que o Vélez cumpre os contratos, mas irá procurar por um novo treinador quando terminar o vínculo de La Volpe.
Em relação aos tropeços que o Vélez havia sofrido, La Volpe se justificou. Por contusão ou por suspensão, ele viu os jogadores Peratta, Escudero, Ocampo, Núñez, Silva e Ríos desfalcarem o time. Ríos, aliás, já declarou à imprensa que ficaria triste se La Volpe saísse.
La Volpe ficou no cargo, mas a situação da equipe não mudou. Na rodada seguinte, o Vélez empatou por 1 x 1 com o Tigre, em Buenos Aires. Porém, temos que ver o lado positivo: o adversário faz uma ótima campanha. É o quarto colocado e tem apenas três pontos a menos que o Independiente, líder da competição. O Vélez aparece na 10° posição, junto com o Colón e o Newell´s.
A recompensa de Denis
Germán Denis não precisava de mais nada para sorrir. Ele era o artilheiro do Apertura e estava atuando no time que liderava a competição. Agora, o atacante do Independiente tem mais um motivo para comemorar: o técnico da seleção argentina, Alfio Basile, convocou-o para as duas primeiras rodadas das Eliminatórias. Esta é a primeira vez em que o atleta é chamado para a seleção.
Além de Denis, outros quatro jogadores que pertencem a clubes argentinos foram citados na lista: Carrizo (River), Ibarra (Boca) Belluschi (River) e Montenegro (Independiente). Aliás, foi Montenegro quem marcou o único gol do Independiente na rodada passada, contra o Newell´s. O Rojo foi derrotado por 2 x 1, fora de casa. Desde os quatro minutos do segundo tempo, o time de Avellaneda atuou com um homem a mais, devido à expulsão de Ansaldi.
Voltando a falar da seleção, seu primeiro adversário será o Chile. A partida vai ser disputada no Monumental de Nuñez, no próximo sábado. Este jogo terá um aspecto muito interessante, que é o reencontro de Marcelo Bielsa, treinador do Chile, com o torcedor argentino. Bielsa comandou a seleção ‘albiceleste’ entre fevereiro de 1999 e setembro de 2004.
Nas Eliminatórias da Copa de 2006, Argentina e Chile empataram por 2 x 2 na rodada inaugural. O Monumental foi o palco do confronto. Os donos da casa ganhavam por 2 x 0 até os 15 minutos da etapa final. Em Santiago, no returno, houve um novo empate. Desta vez, nenhum gol foi anotado. No próximo dia 16, a Argentina terá pela frente a Venezuela, em Maracaibo.
Bastou o primeiro tempo
Foi um domingo terrível para o Boca. Além de perderem o ‘Superclássico’ para o River, no Monumental, os Xeneizes foram ultrapassados na classificação do Apertura pelo Lanús, que derrotou o Arsenal, em Sarandí. O Boca permanece dois pontos atrás do líder Independiente e agora tem um ponto a menos que o Lanús.
O River havia sofrido 11 gols nas três rodadas anteriores. Contra o Boca, a situação foi bem diferente, pois os Millonarios venceram por 2 x 0. Podemos dizer que o resultado foi definido no primeiro tempo. O River abriu o placar aos 23, ampliou aos 33 e ficou com um homem a mais aos 46, quando Banega recebeu o cartão vermelho.
Pela primeira vez no torneio, o River ganhou um clássico. Antes, havia empatado por 1 x 1 com o San Lorenzo e o Racing. Já o Boca perdeu seu primeiro, depois de ter derrotado o Independiente (3 x 2) e o San Lorenzo (2 x 0).
LIGERAS
– Gerónimo Barrales marcou todos os gols do Banfield na vitória por 3 x 1 diante do Colón.
– De virada, o Olimpo derrotou o San Martín por 2 x 1. Os dois gols do Aurinegro foram marcados perto do encerramento da partida: aos 39 e 42 minutos.
– O San Lorenzo ganhou do Gimnasia La Plata na etapa inicial pela contagem mínima. Quando o cronômetro registrava 40 minutos do segundo tempo, o Lobo chegou ao empate.



