Argentina

Polêmica e imprevisível

Muito longe de parecer uma “família”, Maradona não planejou sua convocação ao longo do tempo. Pelo contrário, a lista de El Diez foi polêmica e imprevisível, fiel à sua personalidade. Depois da campanha sofrida nas eliminatórias, Diego fez suas escolhas influenciado pelo amistoso contra a Alemanha e Haiti, às vésperas do anúncio.

Dos 20 convocados da melhor apresentação da equipe sob o comando de Diego, em março do ano passado, 19 apareceram na lista final. Apenas Jesus Dátolo ficou fora, superado pela personalidade e pela determinação da maior surpresa, Ariel Garcé e pelo exagerado número de atacantes da convocação.

Com apenas uma partida com a seleção sob o comando de Maradona e altos e baixos na carreira, Garcé carimbou sua ida à África do Sul. O zagueiro, que começou sua carreira no River Plate, rodou por vários clubes e passou seis meses suspenso pelo resultado positivo no dopping por uso de cocaína, destacou-se na disputa do Clausura pelo Colón.

Para chegar à seleção, o jogador contou com a influência de Antonio Mohamed, diretor técnico do clube de Santa Fé, amigo próximo da comissão técnica. Determinado, deu o passe para o gol de Palermo e conquistou a confiança de Diego. Para quem vestiu três vezes a camisa da seleção argentina em toda a carreira, disputar um Mundial foi o toque de imprevisto da lista.

Nem tão surpresa assim, depois das declarações de Maradona antes da divulgação dos convocados, Martín Palermo talvez não tenha imaginado que iria disputar sua primeira Copa do Mundo aos 36 anos. Querido pelo treinador é o mais distinto dos atacantes convocados. Poderá ser usado em momentos de vida ou morte, se for preciso arriscar um esquema com três atacantes (3-4-3). O camisa 9 do Boca Juniors será como um talismã, principalmente em jogadas aéreas. Se alguém duvida do goleador?

Já Esteban Cambiasso e Javier Zanetti foram excluídos (injustamente), mais pelo capricho do El Diez do que por razões técnicas. Da imprensa argentina a Massimo Moratti , muita gente ficou indignada com a perda de dois jogadores acostumados a vestir a camisa da seleção. Uma tentativa de explicação para ignorar a experiência de Zanetti – que foi o quinto jogador que mais esteve em campo na era Maradona-, pode ser a preferência do treinador por zagueiros-laterais mais defensivos.

Pelo visto, deixar Zanetti e Cambiasso não foi a maior dificuldade do treinador. Pessoas próxima de Maradona, disseram que a dúvida entre Maxi Rodríguez, José Sosa e Dátolo atormentou o treinador. Sosa, do Estudiantes, teria sido o último a ser preterido.

Depois da convocação final, tudo leva a crer que a seleção de estréia da equipe será muito parecida com aquela que derrotou a Alemanha, um 4-1-3-2, com Mascherano na proteção de Demichelis e Samuel, garantindo mais solidez à defesa. Aliás, o volante é peça fundamental, já que é preciso um Mascherano para que o ataque possa ter a sonhada liberdade. Seu provável reserva Mario Bolatti, é mais elegante, mas de menos combate.

Para Maradona: “¿Un buen Mundial? Primero, primero… Seguro, traer la Copa.” O Mundial já começou na Argentina.

Escrevendo o Futuro

Depois de sondar uma dúzia de treinadores, Claudio Borghi, treinador campeão do Clausura 2010 é o novo treinador do Boca Juniors.
Como de praxe, Bichi espera contar com alguns reforços, entre eles, nomes que o ajudaram a conquistar o Clausura como Juan Mercier e Matias Caruzzo, além de Fabian Assman e Matias Fernández.

Outra novidade é Daniel Garnero, ex-Arsenal de Sarandí, que assumi o comando do Independiente após a estranha demissão de Ricardo Gallego. O novo treinador já havia passado pelo banco de reservas de categorias de base do Rojo.
O novo treinador ainda se reunirá com Menotti para conversar os jogadores que chegarão e os que deixarão o time.
 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo