Argentina

Passarella é passado

Dois fatos importantes ocorreram na vida do River na semana que passou. O primeiro foi a eliminação nos pênaltis na semifinal da Copa Sul-Americana, depois de dois empates por 0 x 0 contra o Arsenal. Jamais o time de Sarandí, classificado para a Libertadores do ano que vem, havia chegado à decisão em uma competição continental. O segundo foi o pedido de demissão de Daniel Passarella. Sua saída não surpreendeu a ninguém, pois, em maio, o técnico já havia dito que deixaria o cargo se não conquistasse nenhum título no segundo semestre. Como os Millonarios também não têm mais chance de faturar o Apertura, o ‘Kaiser’ cumpriu a promessa.

Esta passagem de Passarella pelo River ia completar dois anos em janeiro. Um dos melhores momentos do treinador aconteceu no término da temporada 2006/7, quando classificou o time para a Libertadores 2008. Passarella já havia alcançado este feito na temporada 2005/6, mas não sozinho. Parte dos pontos foram conquistados com Reinaldo Merlo, o técnico anterior. No Apertura 2005, Merlo havia levado o River à 5ª. posição (empatado com Banfield, Estudiantes, Argentinos Juniors e San Lorenzo). Já Passarella ajudou a melhorar o desempenho no Clausura: 3° lugar.

Para a torcida, também ficará bastante marcado o retrospecto de Passarella contra o maior rival, o Boca. Nos quatro clássicos válidos por torneios nacionais entre Millonarios e Xeneizes, Passarella não conheceu a derrota. Ele obteve duas vitórias e dois empates.

Note que não citamos nenhum título nos ‘melhores momentos’. Realmente não houve nenhum, diferentemente do que vimos em outros anos. Trabalhando como treinador do River, Passarella foi campeão do Argentino de 1989/90 e dos Aperturas de 1991 e de 1993. Em relação a desastres, a passagem mais recente de Passarella teve alguns. Na última Libertadores, por exemplo, o River foi o lanterna de seu grupo.

Ramón Díaz, técnico campeão do Clausura pelo San Lorenzo, é um forte candidato para substituir Passarella. Isso não é boato, pois o River já declarou que tem interesse no técnico. Se assinar contrato com o clube de Nuñez, Díaz irá causar muita alegria na torcida. Afinal, colecionou diversas conquistas como treinador do River: uma Libertadores (1996), uma Supercopa (1997), três Aperturas (1996, 1997 e 1999) e dois Clausuras (1997 e 2002).

Despedida em Bogotá

Nada mudou. A Argentina permanece com 100% de aproveitamento e sem sofrer gol nas Eliminatórias. No sábado passado, a seleção ‘albiceleste’ ganhou da Bolívia por 3 x 0 no Monumental de Nuñez. Foi uma repetição do que ocorreu no primeiro turno das Eliminatórias de 2006: a Argentina venceu pelo mesmo placar e no mesmo local.

O próximo adversário de Riquelme e companhia será a Colômbia, que vai atuar em casa. Este confronto, marcado para a cidade de Bogotá, vai ser o último da Argentina no ano. Segundo a AFA, Alfio Basile só divulgará os 11 titulares quando chegar ao estádio. Tudo indica que a Argentina não repetirá a formação com três atacantes.

Hoje, a Colômbia está na 3ª. colocação, ao lado do Brasil. Se olharmos para trás, descobriremos que a Argentina leva uma grande vantagem diante deste oponente em partidas válidas pelas Eliminatórias. São seis triunfos, dois empates e duas derrotas. A altitude de mais de 2600 metros poderá ajudar os colombianos a equilibrar um pouco mais estes números.

Ainda não existe uma definição sobre a escalação do colombiano Falcao, ídolo da torcida do River. O atacante está em observação. Caso seja liberado pelo departamento médico, Falcao tentará melhorar o desempenho ofensivo de sua seleção. Nas três rodadas anteriores, a Colômbia só marcou um gol (1 x 0 contra a Venezuela). Já a defesa tem sido tão brilhante quando à da Argentina: nenhum gol sofrido.

De todos os convocados por Basile, o único que não viajou a Bogotá foi Heinze, pois o departamento médico achou que o atleta não teria condições de entrar em campo. Heinze, que já não havia participado da última vitória, deverá ser substituído mais uma vez por Zanetti. Diante da Bolívia, Zanetti teve que jogar pelo lado esquerdo, setor onde costuma atuar o companheiro. E foi assim, fora de sua posição, que Zanetti superou o zagueiro Ayala e tornou-se o recordista de partidas na seleção (116).

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Equipe Trivela

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