Argentina

Para mudar as estatísticas

A opção do técnico Maradona para enfrentar a Coréia do Sul, adversário que prometia oferecer maiores dificuldades à seleção argentina do que a Nigéria, foi repetir a equipe da estréia, mesmo com a enxurrada de críticas, justas, pela fragilidade apresentada pelo lado direito da defesa.

A única exceção entre os 11 foi Verón, que saiu da equipe não por opção tática, mas por uma pequena lesão na panturilha. Poupar o melhor armador do time foi uma medida acertada, principalmente porque seu substituto Máxi Rodriguez não comprometeu, apesar da queda de rendimento do volante no segundo-tempo e a óbvia inferioridade técnica.

O primeiro tempo foi de muita, muita dificuldade. Diante da marcação forte dos sul-coreanos, a bola parada parecia a única opção para superar o esquema defensivo. Ao contrário da primeira rodada, a Coréia foi a campo no 4-2-3-1, com a clara proposta de povoar o meio-campo e dificultar a saída de bola do adversário.

Tanto que os dois gols argentinos saíram deste tipo de jogada. Menos mal que foram diversas chances, diante do excesso de faltas próximos à área cometidas pelos sul-coreanos (12 em 32 minutos). Durante os 45 minutos iniciais, sobrou espaço para apenas um bom lance de Messi, que driblou e fez a fila nos zagueiros e deu um toque de classe para encobrir o goleiro. Uma pena a bola ter ido para fora.

Mas a saída de Samuel lesionado acendeu o sinal amarelo na equipe. O zagueiro, que foi o porto seguro na partida de estréia, deu lugar a Burdisso. Porém, desta vez, foi Demichelis a falha mais grotesca da partida, que deu origem ao gol norte coreano.

Menos mal que, no segundo tempo, os coreanos passaram a acreditar mais na fragilidade do setor defensivo argentino. A partida se abriu, Messi passou a aparecer mais e a tão esperada troca de passes tão esperada até aqui na Copa do Mundo passou a acontecer. Tanto que o terceiro gol passou pelos pés de Aguero, Messi e Higuaín e o quarto também foi fruto de uma triangulação.

Além do toque de bola, outros aspectos positivos podem ser lembrados. Sempre brigador, Tevez , como de costume, vem sendo mais de luta do que de técnica nesta Copa. Foi bem, mas a entrada de Aguero deu uma movimentação impressionante ao ataque e se mostrou como uma opção muito interessante para abrir defesas mais resistentes.

Higuaín, criticado pela falta de pontaria na estréia, acertou o pé e roubou a artilharia de Forlán com um hat-trick. Messi contou com Tevez e Di Maria mais próximos e pode centralizar-se pelo meio. Contra a Coréia do Sul, a posse de bola mostrou índices importantes para a consistência da equipe: 62% no primeiro tempo e 56% no segundo.

O que se pode esperar contra equipes mais fortes? Acredito em evolução.Que a Argentina siga salvando o Mundial!

Messi e Maradona

Foram dois jogos e La Pulguita Messi parece ter conseguido enfim, sua redenção perante o povo argentino. Atrás de Tevez, Verón e Palermo, ídolos clubísticos do país na preferência nacional, o jogador, ajudado por Maradona conseguiu o carisma e o carinho que ele tanto necessitava.

Mas mais importante que a opinião é a atitude. Messi finalmente amadureceu e tornou-se líder.

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Equipe Trivela

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