Argentina

Os “viejos” clichês

Em semana de Superclásico, até as fanfarronices de Maradona ficam em segundo plano. Assim como as posições intermediarias dos dois time na tabela do Apertura.

Um clássico que não fugiu ao que se espera de um River x Boca. Muitas oportunidades claras perdidas, o antigo questionamento em  relação à qualidade técnica dos times e o protagonismo de “viejitos” com gols dos veteranos Gallardo e Palermo e um pênalti batido por Ortega e defendido pelo goleiro Abbondanzieri.

Mesmo inseguro com mais uma péssima campanha, retratado pela opção de Astrada por um time mais cauteloso, o River contou com mais liberdade e ousadia para chegar ao ataque. Teve chances mais claras de gol, como as de Buonanotte e Abelairas que as desperdiçaram.

Aliás, houve boas atuações do volante Domingo, que fez desarmes importantes e se aproximou mais do ataque, algo pelo qual sempre é cobrado, e de Buonanotte, que deixou seus atacantes na cara do gol mais de uma vez. Elas serviram como esperança de renovação, mesmo que lenta, não só do time, mas da história dessas revelações.

Do lado xeneize, Palermo, mesmo com o nariz quebrado, salvou seu time da derrota. Bem ao estilo dele, quase imperceptível no jogo, até receber o passe perfeito de Riquelme. Abbondanziere foi o destaque, defendeu adiantado, o pênalti de Ortega, fez uma defesa incrível no chute de Abelairas e foi responsabilizado, até sem razão, pelo gol de Gallardo. Aos 36 anos, Pato, depois de muito tempo, deu entrevistas e fez as pazes com a imprensa.

Mas se a grande discussão foi quem mereceria de verdade a vitória, pode-se dizer que o River Plate foi melhor do que se esperava, principalmente no segundo tempo e o Boca Juniors, apesar da maior posse de bola criou muito menos do que era aguardado.

O empate em 1 a 1, deu ao clássico do Apertura 2009 um script dos mais clichês: pênalti perdido, jogadores expulsos, gols de antigos heróis e insatisfação pelo empate, dos dois lados.

Será mais una “broma”?

Saindo da falência e com uma boa campanha no Clausura, o Racing parecia caminhar para tempos melhores. Mas foi só o time não conseguir vencer nenhuma vez na temporada atual para que as trapalhadas começarem.

Mesmo com o apoio maciço da torcida, o técnico Ricardo Caruso Lombardi foi demitido. Para o seu lugar, o alemão Lothar Matthäus, mesmo sem muita credibilidade, Caruso criticou Matthaus pois o alemão declarou que só iria para Argentina se sua noiva modelo conseguir um emprego no país.
 

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Equipe Trivela

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