Argentina

Os caras da B Nacional

Não é tanta gente assim. São apenas 17 jogadores. Sortudos, pode-se dizer. Foram aqueles que conseguiram dar o salto. Sair da Segundona e chegar à primeira divisão. Numa temporada em que os clubes do Apertura bateram o recorde de transferências, já era de se esperar que algo do tipo acontecesse.

Mas, bem, muitos outros seguem lá, à espera de uma oportunidade para fazer essa ponte. Alguns com a certeza de que atingir a elite via tabela é complicado – culpa de Grondona e seus parceiros. Outros como os jogadores do Rosario Central não aceitam menos que isso.

São os personagens que, já há alguns dias, tocam a B Nacional, campeonato que se encontra na terceira rodada. Caras que sonham em repetir os passos de alguns famosos que alcançaram o estrelato depois de passar pelo torneio. Nomes como Jorge Luis Burruchaga, Daniel Passarella e, para os mais contemporâneos, Ezequiel Lavezzi.

A Segundona argentina tem gente que já esteve perto de lá. Lucho Figueroa, por exemplo, que jogou pelo Boca Juniors, rodou por Itália e Espanha, e agora acompanha o seu eterno Rosario Central nessa cruzada. É um dos jogadores de maior relevo no campeonato.

Mas não se pode dizer que esteja sozinho. Os torcedores do Atlético-PR sabem disso – embora, acredito, não tenham muitos argumentos para atestar a qualidade do argentino Rodrigo Díaz, um dos meias de mais qualidade da competição, mas que, em Curitiba, não deixou muitas saudades.

A B Nacional possui alguns outros candidatos a algum holofote aqui e ali. Quase todos atletas que já beiram a casa dos 30 anos e que estão de olho – e aqui não se pode chamá-los de mercenários – em algum pé de meia antes de encerrar a carreira. É o caso de Mauro Campodónico, goleiro de 32 anos que forjou toda a sua trajetória por ali e que, em alguns instantes, dá a sensação de ser imbatível debaixo das traves. O Aldosivi espera que ele leve essa imagem adiante nesta temporada.

Mesmo desejo que fazem os dirigentes do Unión de Santa Fé, não lá muito convencidos com o comprometimento de Juan Pablo Avendaño, tipo de jogador reconhecido por não nutrir raízes, vamos dizer assim, mas que, em campo, os cartolas torcem, pode representar um bom acréscimo no meio-campo, protegendo a defesa do alto de seus 1,87m. Marcelo Scatolaro é mais um para se ficar de olho. Meia de rara habilidade, que teria lugar em muito time por aí – vide Montillo e Conca, refugos argentinos –, peca quase sempre pelo excesso de zelo nas enfiadas. É o tal do enganche que mesmo em solo platino anda em falta. Não é o caso do San Martín.

São esses caras que farão a B Nacional nesta temporada. Um torneio que não anda lá muito em alta, mas que, do outro lado da fronteira, tem o seu público – sendo transmitido, inclusive, em rede nacional. Portanto, não perca Lucho Figueroa e seus colegas de vista. De vez em quando, eles vão aparecer por aqui.

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Equipe Trivela

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