Argentina

Opostos muito semelhantes

Um milagre aconteceu em Avellaneda. Ou melhor, dois. Racing e Independiente encerraram seqüências nada agradáveis. Em seu estádio, a Academia ganhou do Arsenal pela contagem mínima. O gol, marcado através de uma cobrança de falta, foi de Franco Sosa. Jamais o lateral-direito havia anotado um gol dessa maneira em sua carreira profissional. Nesta partida, Juan Manuel Llop estreou como técnico do Racing, que ainda não havia vencido no Clausura. A campanha da equipe registrava quatro empates e cinco derrotas. Além disso, o Racing abandonou a lanterna e agora faz companhia ao Lanús na 17° posição. Cada um possui sete pontos. Olimpo e Gimnasia Jujuy dividem o último lugar.

O Independiente foi a Bahía Blanca e derrotou o Olimpo por 3 x 1. Seus gols foram feitos entre os 20 e os 37 minutos da etapa inicial. Denis foi o autor de dois. Nos dez compromissos anteriores do Rojo como visitante em torneios nacionais, nenhum triunfo havia sido conquistado (quatro empates e seis derrotas). O curioso é que na última vitória, o placar havia sido o mesmo e Denis havia marcado dois gols. A diferença é que o adversário naquela oportunidade era o Colón. Hoje, o Independiente ocupa a oitava colocação, com 14 pontos, ao lado do Tigre.

Quem gostou muito do triunfo diante do Olimpo foi Claudio Borghi, apresentado nesta segunda-feira como novo técnico do Independiente. Segundo o presidente do clube, Julio Comparada, Borghi foi contratado porque o Rojo necessitava de um comandante com características ofensivas. Para quem não se lembra, Borghi pediu demissão do Colo Colo-CHI depois da derrota sofrida para o Boca por 4 x 3, no dia 27 de março. Seu trabalho em Avellaneda, no entanto, só deverá ter início em 1° de junho. O motivo dessa demora? Ainda está em vigência o contrato de Borghi com o clube chileno. Caso comece a treinar outro time antes da data citada, ele deverá pagar uma multa. Por enquanto, Miguel Santoro permanece como interino no Independiente.

Conhecimento mútuo

Estudiantes e Lanús se encontraram três vezes em um mês e meio. Nos dias 26 fevereiro e dois de abril, as equipes empataram em jogos válidos pela Libertadores. E na última sexta-feira, o confronto ocorreu no Clausura. Foi mais uma partida equilibrada. Diferentemente do que ocorreu nos jogos da Libertadores, este não contou com as forças máximas dos times. Exatamente pela importância dada por seus treinadores à competição sul-americana.

O único gol foi marcado somente aos 41 minutos do segundo tempo, através do craque Verón. Aliás, o meia não atuava desde 18 de março, quando sofreu uma contusão no joelho esquerdo. Nem é preciso, portanto, dizer que ele saiu de campo como herói, certo? Com esse resultado, o Pincha chegou à terceira partida seguida sem sofrer gol na competição. Já o Granate sofreu sua terceira derrota consecutiva no torneio.

A qualidade do gramado do estádio Ciudad de La Plata não era muito boa, devido à chuva que havia caído. O futebol também foi atrapalhado pela dureza das jogadas. Apenas na etapa inicial, o árbitro distribuiu sete cartões amarelos (quatro para o Lanús e três para o Estudiantes). No segundo tempo, mais dois atletas foram ‘presenteados’ (um de cada lado). O único cartão vermelho foi mostrado para Matías Fritzler, do Lanús, que ainda não tinha recebido o amarelo. Ele foi expulso nos descontos da etapa final, após cometer uma falta dura em Desábato.

Os 20 pontos colocam o Estudiantes na segunda posição, junto com o Boca. Ambos continuam atrás do River, que lidera o Clausura com 24. Porém, a equipe de La Plata deverá ganhar os três pontos do jogo diante do Racing, suspenso aos 32 minutos da etapa final no último dia 22. A partida foi interrompida por falta de segurança – parte da torcida da Academia havia invadido o gramado e outra arremessava objetos em direção ao campo. O Estudiantes ganhava por 2 x 1. Nada mais justo do que o Tribunal de Disciplina da AFA confirmar esse triunfo.

Contra o Lanús, o Estudiantes estreou seu novo patrocinador: a RCA. O contrato terá a duração de um ano e vale um milhão de dólares. Porém, a marca da empresa não será vista na camisa em jogos válidos pela Libertadores. Na competição continental, o patrocínio é de Zanella.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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