Argentina

O River Plate fez mais uma partida para a história, ao golear o Racing por 5 a 0 na Supercopa

A decisão da Supercopa Argentina de 2019, com os campeões nacionais daquela temporada, aconteceu apenas nesta quinta-feira. Muita coisa mudou no River Plate e sobretudo no Racing, mas a capacidade do time de Marcelo Gallardo em empilhar taças continua a mesma. Desta vez, os millonarios adicionaram mais um título à sua conta com requintes de crueldade. O River aplicou uma acachapante goleada por 5 a 0, com direito a três gols num intervalo de apenas quatro minutos. Segue forte para ambicionar novos feitos em 2021.

O jogo tinha caráter especial por também inaugurar o Estádio Único Madre de Ciudades, em Santiago del Estero, que receberá a Copa América de 2021. Quando a bola rolou, o primeiro tempo não seria totalmente decidido. O River Plate dominou a posse de bola, mas o Racing também criou suas chances. De qualquer maneira, os millonarios já eram mais agressivos e superiores. Matías Suárez perdeu um gol inacreditável e o goleiro Gabriel Arias tinha trabalho. O primeiro gol viria aos 31, numa cobrança de escanteio que Rafael Santos Borré completou de cabeça. Ainda assim, a Academia também exigiria um milagre de Franco Armani e acertaria a trave com Tomás Chancalay.

A saraivada começou mesmo no segundo tempo. Aos 24 minutos, a porteira se abriu. Julián Álvarez saiu do banco e, logo depois, anotou um golaço. Enzo Pérez já tinha emendado dribles, antes do garoto demonstrar uma frieza imensa na área. O Racing seguia nocauteado e, num lance rápido, Nicolás de la Cruz marcou o terceiro. E o quarto viria ainda aos 28, quando Matías Suárez fez toda a jogadaça e Leonel Miranda marcou contra. Por fim, o próprio Suárez fecharia a contagem aos 37, depois de um ótimo passe de Álvarez.

“Os títulos sempre são importantes. Não se jogam finais todos os dias”, declarou Gallardo, na saída de campo. “Era um sonho pensar em tudo o que conquistei nesses anos. Quando cheguei ao clube, tinha o desejo de fazer bem as coisas numa instituição que me deu muito. Além dos títulos, que ficam na história da instituição, temos que valorizar que nunca deixamos de olhar para frente. Há um espírito que se manteve. As formas interessam muito neste clube. Quando se jogam finais, dizem que você precisa ganhar como der, mas eu vou muito mais feliz quando a equipe funciona e joga como fazemos ultimamente. Eu me identifico muito com este River”.

Ainda que a Supercopa seja um torneio secundário, este é o 12° troféu que Gallardo ergue à frente do River Plate. O treinador mais vitorioso da história do clube segue construindo uma trajetória incomparável. E, mesmo com perdas de jogadores ou decepções recentes, os millonarios permanecem ultracompetitivos. Que o Racing também tenha passado por mudanças, agora dirigido por Juan Antonio Pizzi, não é o que justifica um placar tão elástico. O River grava mais uma partida à memória.

https://www.youtube.com/watch?v=IKJkG00QDwk

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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