Argentina

O Boca correspondeu ao espetáculo de sua torcida e venceu o River com a redenção de Benedetto

Depois de dez jogos sem marcar e os pênaltis perdidos contra o Corinthians, Benedetto determinou o triunfo no Superclássico da Bombonera

A Bombonera se ornamentou como se espera para o Superclássico: com sinalizadores, papel picado, faixas, bandeiras e outros apetrechos que embelezam a rivalidade. No entanto, a festa só estaria completa com uma vitória do Boca Juniors sobre o River Plate. Os jogadores xeneizes não decepcionaram, com o placar de 1 a 0 que permitiu inclusive uma queima de fogos após o apito final. Apesar da péssima fase nos últimos meses, Darío Benedetto seria herói desta vez, com uma cabeçada firme que deu o resultado num duelo mais brigado que jogado. O resultado aproximou os boquenses dos primeiros colocados na tabela do Campeonato Argentino, mesmo com a crise recente da equipe agora treinada por Hugo Ibarra.

Antes que a bola rolasse, as expectativas ficavam para o recebimento da torcida do Boca Juniors ao seu time. Os xeneizes deram um show, com seu tradicional espetáculo durante a entrada dos jogadores em campo. A equipe começou motivada, com a pressão inicial, embora o gol tenha ficado perto de sair do outro lado, para o River Plate, não fosse a defesaça do goleiro Agustín Rossi em cabeçada de Emanuel Mammana. A sequência da etapa inicial, porém, perdeu intensidade e não guardou grandes oportunidades.

O início do segundo tempo não melhorou muito, mas o Boca Juniors cresceu a partir dos 15 minutos. Franco Armani operou seu milagre em bomba de Pol Fernández. Logo no lance seguinte, aos 20, o gol saiu. Juan Ramírez cobrou escanteio e Benedetto desferiu a cabeçada para dentro. Foi bonita a cena da comemoração, com os jogadores escalando o alambrado juntos, liderados pelo centroavante. Seria um desafogo particular para Benedetto, que acumulava dez jogos em branco, incluindo os pênaltis perdidos contra o Corinthians no intervalo.

Com mais posse de bola depois disso, o River Plate encontrou extremas dificuldades para criar perigo. A equipe também teve um baque com a saída de Rodrigo Aliendro, que tomou uma pancada no rosto em choque com Alan Varela e saiu sangrando muito, com uma fratura no osso da bochecha. Por seu lado, o Boca segurou o resultado e só teve problema no último minuto, quando Marcos Rojo foi expulso por uma entrada dura. Não atrapalhou o triunfo, mesmo assim.

O Boca Juniors sustenta uma vantagem no Superclássico durante os anos mais recentes, depois de tempos duros contra o River Plate. Desde outubro de 2019, são três vitórias dos xeneizes e só uma derrota, além de duas classificações nos pênaltis nos quatro empates do período. O Boca se deu melhor nos dois embates de 2022, depois de já ter feito 1 a 0 no Monumental de Núñez pela Copa da Liga.

O resultado também é importante para a situação do Boca Juniors na tabela. A equipe assume a quarta colocação do Campeonato Argentino, com 32 pontos. Fica a apenas dois pontos do líder Atlético Tucumán. Já o River Plate perde a chance de se aproximar. Está exatamente três pontos atrás, com 29, no sétimo lugar.

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Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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