Argentina

Novos ventos?

O assunto não é particularmente novo. Há coisa de dez anos, já é falado por aí – cortesia da consultora Inmark, que elaborou um plano de modernização para o futebol local na época. Ou se você preferir, retomado em outubro passado – dessa vez, através do presidente do Vélez Sarsfield, Fernando Raffaini, que, na ocasião, em entrevista à “Fox Sports Radio de la Plata”, lançou a ideia no ar: os torneios curtos podem estar com seus dias contados.

O que está por trás desse modelo, não precisamos repetir, já foi falado AQUI, é algo dos mais obscuros. No sentido sujo da coisa mesmo, feito para favorecer a alguns poucos clubes que não andavam bem quando da sua concepção. Coincidência ou não, um de seus principais mentores – o Boca Juniors – vem mal mais uma vez. Aparentemente, no entanto, o momento xeneize tem muito pouco a ver com esse movimento.

É algo, tudo leva a crer, encabeçado pelo presidente da Afa, Julio Grondona, que promete, ao longo das próximas duas semanas, discutir essa e outras questões. Uma delas, que também não chega a ser novidade, também foi comentada AQUI anteriormente. Diz respeito à possível volta da Copa Argentina. Uma competição que englobaria times de todas as divisões e contaria com a entrada da turma da elite a partir de julho – o torneio teria início em fevereiro e se estenderia até outubro.

Pois bem, há outro ponto que não havia sido divulgado no último semestre, que fecha a pauta a ser colocada por Grondona na mesa. A tal Copa premiaria os seus finalistas com vagas na Sul-Americana. Nada confirmado aí. Tudo depende ainda da aprovação dos clubes – de um consenso entre eles, mais claramente – para que tanto essa medida como as demais entrem em vigor.

A ideia que se tem de momento é uma mudança na forma como são distribuídos os lugares reservados para o país hoje em competições continentais. A Libertadores continuaria como está – com os campeões dos torneios curtos, se mantidos claro, mais os três melhores colocados. A Sul-Americana, por fim, englobaria as equipes que viriam abaixo na classificação junto àquelas que se somariam da Copa Argentina. Tudo muito simples, como tem que ser, não é?

Um sonho definitivamente. Não se sabe, contudo, se irá se concretizar, se tornar realidade. É preciso aguardar. Sabe-se, por exemplo, que Grondona não é dos mais simpáticos a um movimento pelo fim do Apertura e do Clausura. No sentido contrário, se encontram clubes como o Vélez e o Lanús e ainda a presidente Cristina Kirchner – que, não dá pra desprezar, representa uma grande pressão, com o seu projeto “Futebol para todos”, para que essas propostas vinguem.

Qual a força desses ventos que sopram com cada vez mais força entre os argentinos? Só o tempo dirá. Fiquemos na expectativa pelos próximos capítulos.

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Equipe Trivela

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