Argentina

Um século do maior clássico argentino entre Boca e River

A história do maior clássico argentino de todos está fortemente ligada a este dia de 24 de agosto. Cem anos atrás, Boca Juniors e River Plate entravam em campo no estádio do Racing para jogar o primeiro de muitos superclássicos oficiais.

Evidente que os envolvidos não tinham a mínima noção de que este jogo movimentaria paixões e loucuras de ambas as torcidas, que compareceram em ótimo número nas arquibancadas.

Sabiam sim que aquele duelo era o primeiro entre os dois clubes relevantes dentro do país e da cidade de Buenos Aires, que somente haviam se enfrentado em amistosos de bairro. Às 15h10 daquele 24 de agosto de 1913, os maiores rivais de toda a Argentina deram um passo rumo à eternidade no esporte local. O placar foi de 2 a 1 para o River, com gols de Antonio Ámeal García e de Cándido García. Marcos Mayer descontou para o Boca.

É claro que todas as grandes histórias no clássico não teriam acontecido se aqueles senhores não tivessem visitado a cancha do Racing e oficializado todo um dérbi de Buenos Aires que sem dúvida é um dos mais fascinantes do futebol mundial. Antes restrito ao bairro de La Boca, o duelo entre Boca e River ganhou toda a Argentina e centralizou grande parte da torcida no país em torno de sua grandeza.

Alguns números do Superclássico

O Boca leva vantagem nos duelos como um todo, somando 126 vitórias contra 109 do River. Outros 107 empates mostram como até nisso os dois apresentam equilíbrio. E se algum jogador lendário das duas equipes pode ter a honra de dizer que é o maior artilheiro do dérbi, este homem é Angel Labruna, com 16 gols. Pelo Boca, o brasileiro Paulinho Valentim é quem mais visitou as redes adversárias, com 10. O recorde de maior goleada também é do Boca, que fez 6×0 no River em 1928. Pelo lado do River, um 5×1 em 1941 é o máximo que conseguiram humilhar o arquirrival.

Acima de tudo, quem joga o Superclássico é movido pela paixão e pela gana de sair de campo sob aplausos e como vitorioso. Outros craques do passado lutaram com a mesma determinação e conseguiram escrever seus nomes nas páginas dessa rivalidade. E cada vez mais o jogo transcende as fronteiras esportivas e chega a ser uma coisa quase que espiritual. Ou você tem alguma dúvida de que Boca e River são a religião de seus torcedores?

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Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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