Mundial é uma miragem?

O grupo A do Sul-Americano sub-20 foi incrível. Quatro seleções terminaram empatadas na primeira posição, com seis pontos, e o Peru ficou na lanterna, sem nenhum ponto. Entre os quatro líderes, estava a Argentina, que empatou por 2 x 2 com o Equador na última rodada. A equipe comandada por Sergio Batista abriu o placar (pela primeira vez na competição), sofreu a virada e depois conseguiu seu segundo gol através do meio-campo Bella. Aliás, o atleta recebeu seu segundo cartão amarelo após a comemoração e acabou sendo expulso. Esse resultado colocou a Argentina no hexagonal final, cujo início já ocorreu. Pelo que demonstrou nessa nova fase, a Argentina tem grandes chances de ficar de fora do Mundial da categoria, marcado para o Egito. A última vez em que isso aconteceu foi em 1993.
Desfalcada de Bella e do lateral-direito Meza, suspenso pelo segundo cartão amarelo, a Argentina estreou no hexagonal com um empate por 1 x 1 com o Paraguai. Nos cinco primeiros jogos do torneio, a seleção ‘albiceleste’ empatou em quatro. Outro dado também impressiona bastante em relação à Argentina: em suas cinco primeiras partidas, os 20 convocados já haviam entrado em campo. Oliva completou a lista no confronto diante do Paraguai, quando deixou o banco aos 21 minutos do segundo tempo.
Nesta segunda-feira, a Argentina voltou ao gramado. Desta vez, para enfrentar o Brasil. E foi contra este rival que apareceu a primeira derrota. A seleção ‘Canarinho’ ganhou por 2 x 0. Perto do fim do clássico, o meio-campo Zuculini, da Argentina, e o lateral-direito Patrick, do Brasil, receberam o cartão vermelho. Irritado, o técnico Sergio Batista deu esta declaração depois da partida: “Não podemos ter um árbitro uruguaio, justo antes de jogar contra esse país. O árbitro fez o impossível para que o Brasil ganhasse. Não se pode roubar assim uma equipe. Espero que a CONMEBOL faça algo com este juiz. O gol que nos anulou, as faltas que marcava permanentemente para o Brasil e o pênalti contra nós foram uma vergonha”.
Hoje, a Argentina estaria fora do Mundial, que dá quatro vagas para a América do Sul. A classificação atual do hexagonal é a seguinte: 1° – Brasil (seis pontos), 2° – Paraguai (quatro pontos), 3° – Uruguai (três pontos e um saldo de gols nulo), 4° – Venezuela (três pontos e um saldo de dois gols negativos), 5° – Argentina (um ponto) e 6° – Colômbia (nenhum ponto).
Boca com a corda toda
Com a vantagem do empate contra o Racing, o Boca faturou o título do Pentagonal de Verão. Porém, os ‘Xeneizes’ saíram do gramado com os três pontos, pois venceram por 2 x 0. O Boca ainda terminou a competição com a melhor defesa (um gol) e o melhor ataque, ao lado do Independiente (seis gols).
A última partida do torneio reuniu River e San Lorenzo. Os dois times empataram por 2 x 2 e acabaram o torneio sem nenhum triunfo. Todos os gols foram anotados na etapa final. O ‘Ciclón’ fez 1 x 0 aos dez minutos, sofreu o empate aos 12 e viu os ‘Millonarios’ virarem aos 28. Somente aos 47 é que o San Lorenzo obteve o empate. O gol foi de Chávez, que havia entrado em campo aos 31 do mesmo tempo.
Encerrado o pentagonal, Boca e River se enfrentaram pela Copa Cidade de Mendoza, no domingo passado. Este jogo foi o único da competição e teve o placar de 2 x 0 a favor da equipe de La Bombonera, que poupou vários titulares. Um dos destaques do clássico foi a reestréia do goleiro Abbondanzieri no Boca. Houve, também, pontos negativos. No primeiro tempo, o volante Chávez, do Boca, foi agredido pelo meio-campo Ahumada e teve um afundamento na maçã do rosto. Também na etapa inicial, o zagueiro Quiroga, do River, sofreu uma fratura no nariz, depois de ter sido agredido pelo atacante Viatri. Ambos os atletas contundidos tiveram que ser substituídos.



