Argentina

Milito cumpriu promessa, voltou ao Racing e tirou time de Avellaneda da fila

Diego Milito tinha apenas 22 anos quando conquistou seu único título em sua primeira passagem pelo Racing. Mas não foi qualquer coisa. A conquista daquele Torneo Apertura de 2001 encerrava uma longa fila de 35 anos sem títulos nacionais do clube de Avellaneda. O atacante então permaneceu na equipe que o revelara até 2003, quando chegou a hora de alçar voos mais altos na carreira atuando na Europa. Chegou a um dos maiores a que poderia chegar, decidindo um título de Champions League pela Internazionale. Aos 35 anos, retornou ao clube em que iniciou e, como um predestinado, foi a figura mais simbólica da quebra de outro jejum, que durava 13 anos, justamente desde aquele primeiro findado pelo próprio “Príncipe”.

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“Você é o maior campeão de todos”, diz uma publicação do Racing. É assim como o clube vê Milito. Orgulhoso pela trajetória do filho em seus quase 11 anos de carreira no Velho Continente e contente que a casa ele tornou, o time de Avellaneda enxerga no atacante seu maior herói desta campanha. Não é por menos. Carrega, em seu currículo, os dois últimos momentos de orgulho profundo da Academia.

Em números, Milito foi modesto, com apenas seis gols nas 19 rodadas do Torneo Transición. Mas foi principalmente com sua experiência, liderança e gana que contribuiu com a conquista. “Saio do Racing, mas sei que algum dia voltarei a vestir essa camisa que me deu tudo e que tanto amo”, dissera o atacante pouco antes de sua transferência para o Genoa, em janeiro de 2004. Além do mais, decidiu o duelo contra o River Plate, o mais importante da campanha, que alçou os albiazules ‘a liderança do campeonato. Cumpriu a promessa.

Pela lealdade de retornar ao clube que foi sua primeira casa, se torna o rosto de um título muito esperado – e festejado como deve ser. Imortaliza-se na galeria de maiores jogadores da história de um time cuja torcida fanática não costuma esquecer quem muito fez por ela. O maior feito individual de Milito em sua carreira pode ter sido aqueles dois gols no Santiago Bernabéu contra o Bayern de Munique, em 2010. Ainda assim, quando ouvir seu nome daqui a décadas, muita gente irá associá-lo ao garoto e veterano da Academia.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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