Messi lamenta que Maradona não seja mais o técnico argentino

Lionel Messi lamenta que Diego Maradona não seja mais o técnico da seleção da Argentina, após sua destituição depois da Copa do Mundo da África do Sul, onde criou “um grupo muito unido” no qual o técnico “era mais”, disse o atacante.
Em entrevista publicada nesta terça-feira pela revista francesa France Football, o argentino afirma que desconhece os detalhes da saída de Maradona do posto de técnico, no qual foi substituído por Sergio Batista.
“Não sei exatamente o que aconteceu, só que se falou muito do assunto. Não estou sabendo de tudo e não quero falar das condições nas quais tudo isso acabou, mas é uma pena como terminou”, assinala.
Maradona “não queria ir assim”, acrescenta o jogador do Barcelona que elogiou a contribuição do ex-técnico durante o Mundial.
“Se mostrou muito próximo de nós e não era exagerado. Trabalhamos em um ambiente muito bom e nos divertíamos quando podíamos. Formamos um grupo muito unido e Diego era mais um no meio de todos”, indica.
O argentino reconhece que durante as eliminatórias o grupo e o corpo técnico estiveram muito pressionados a uma grande pressão, mas que uma vez conseguida a classificação para Copa se “libertaram” e “foi possível ver uma grande equipe”.
“Tocamos a bola, impusemos nosso ritmo. Jogamos como decidimos e Diego teve algo a ver com isso. Sabíamos o que esperava de cada um de nós e ele sabia o que podia nos pedir, como fazer circular a bola, tratar de recuperar rápido, movimentar-se,…”, diz.
Para Messi, a eliminação do Mundial foi a principal decepção do ano, junto com a derrota nas semifinais da Liga dos Campeões para a Internazionale.
“Mas o Mundial é diferente. Esperávamos chegar mais longe. Era nosso objetivo e pensávamos que tínhamos os meios para chegar à final. A eliminação e o resultado contra os alemães (4 a 0 nas quartas-de-final) nos afetaram muito”, comenta.
Messi atribui a derrota contra os germânicos ao gol de Thomas Müller logo aos 3 minutos: “com o marcador contra tivemos que levar o peso do jogo para tentar empatar e deixamos espaços. Diante de atacantes tão rápidos, pagamos caro”. (EFE)



