Sim, Messi é humano
“Messi é um ser humano”, justificou Alejandro Sabella a discreta atuação de Lionel, na “goleada” argentina por 1 a 1, ante o Peru, no Estádio Nacional, em Lima. Este é um pequeno, porém importantíssimo, detalhe que por vezes é apagado da memória alheia. Esquecido.
Ironicamente, o resultado que para um lado foi ótimo e para o outro deixou um gostinho de que poderia ter conseguido mais, se contrasta com a “vitória” Inca por ter parado o craque argentino. “Apagamos Messi!”, destacou o diário peruano Todo Sport. Outros jornais tentaram ser mais discretos nos títulos, e foram, mas não no conteúdo.
Nada muito diferente do que acontecera na prévia da partida. Veículos de comunicação dos dois países recordaram o feito do Peru em 1985, quando Luis Reyna parou Diego Maradona, venceram a Albiceleste, por 1 a 0, e quase os deixaram de fora da Copa do Mundo México 1986. Exatamente, nesta ordem. Mas, desta vez, o alvo era outro.
Logo, a partida começara bem antes. Lio foi recepcionado, em Lima, aos gritos de “Cristiano, Cristiano” e, posteriormente, o ônibus argentino foi apedrejado. Mas isso não passara de tempero, ou destempero, neste último caso, para a partida. Lobatón, o gramado e, quiçá, o dia foram eleitos para marcá-lo. La Pulga estava longe da sua melhor versão, como um ser humano.
O time peruano marcou bem, pressionou os argentinos desde os minutos iniciais e foi superior. Messi “não jogou”, do seu jeito reclamou do gramado e assumiu sua fraca atuação. Soube até que ele fica triste e feliz de vez em quando. Como contabilizou um jornalista peruano “não tocou mais de sete vezes na bola”. Consequentemente, vêm à tona as várias vertentes ideológicas acerca do seu futebol pela Seleção, como se ele ainda precisasse provar que é bom naquilo que fez. Pior: como se ele nunca jogasse bem pela Albiceleste.
Entretanto, não convém defendê-lo. Na verdade, não faz-se necessário. Aos que possuem memória curta não pode-se exigir demais. Se não quiserem pesquisar, ou acompanhar, basta reler o que Pachorra afirmou no início do texto. Já seria o suficiente, ao menos, até a próxima partida.
Clássico das Américas: Boca Juniors x Brasil?
Com este prestigioso “Clássico das Américas”, Argentina e Brasil estão se especializando em promover partidas irrelevantes entre si, mesmo se tratando de um grande clássico. Os jogos serão disputados nos dias 19 de setembro e 3 de outubro. Para tal, os selecionadores só podem convocar jogadores que atuam no futebol local ou no do país vizinho. (Confira a lista de 23 nomes apresentada por Alejandro Sabella)
Do lado portenho, a equipe do Boca Juniors cederá seis atletas – isso, mesmo: meio time -, o goleiro Oscar Ustari, o lateral Avenida Clemente Rodríguez, os meias Juan Sánchez Miño, Leandro Somoza e Cristian Chávez e o atacante Lucas Viatri. Vale salientar que, embora seja líder do Torneo Inicial – além dos méritos Xeneizes, aqui devemos também observar o demérito dos rivais -, a equipe Boquense está em formação, ainda sofre com a despedida de Juan Román Riquelme, é constantemente criticada e, ainda assim, será a base da seleção. Isso mostra o quão valoroso é este encontro. Sem mais.
Quatro dias e meio de futebol
A partida mais longa do mundo foi disputada, entre às 21h da última quarta e o meio dia desta segunda-feira, na cidade de Río Tercero, em Córboda, com 111 horas ininterruptas de futebol e a participação de 3984 jogadores, dentre eles, o ex-futebolista Claudio López.
A peleja, que foi disputada com sete jogadores de cada lado, durou 4 dias e 15 horas e finalizou com a vitória da equipe Celeste, ante o Blanco, por 817 a 715. A marca será registrada na próxima edição do Guinness Book, o livro dos recordes, superando a marca de 101 horas consecutivas estabelecida em Guadalajara, no México, em 2006.



