Argentina

Independiente procura vitórias há quase 100 dias

É óbvio que o torcedor do tradicional time argentino inundou de lágrimas o estádio Libertadores da América em 15 de junho de 2013, data da última das 15 derrotas na primeira divisão de 2012/13, frente ao San Lorenzo, que confirmou o rebaixamento inédito do Rei de Copas para a segundona.

Porém, talvez algum torcedor tenha pensado que o Independiente voltaria a se acostumar com as vitórias na segunda divisão, ao enfrentar adversários bem mais fáceis… Porém, não é o que vem acontecendo na Primera B Nacional. Nas quatro rodadas inciais, o time empatou duas vezes, com Boca Unidos (0 a 0) e Aldosivi (2 a 2), e foi superado por Brown de Adrogué e Atlético Tucumán (ambos por 2 a 1).

A última vitória foi em 19 de maio (3 a 1 contra o San Martín/San Juan), exatos 98 dias sem somar três pontos num só jogo (11 partidas). A melhor colocação em três rodadas foi um 15º lugar (total de 22 equipes), mas o Independiente hoje ocupa a 19ª posição, com dois pontos em quatro jogos. Entretanto, o dado mais preocupante é no quesito rebaixamento, via promédios (é o resultado da divisão dos pontos nas três últimas temporadas na mesma competição, pelo número de jogos disputados no período). Espera-se, claro, que o Rei de Copas vá se recuperar, mas a situação atual é o penúltimo lugar, com 0.500, contra 1.100 do Gimnasia y Esgrima, o primeiro fora da degola. A fase não anda nada boa… Culpa do rebaixamento e da consequente debandada de jogadores.

Desde o fim da temporada passada, 12 atletas deixaram o Independiente. O jovem zagueiro Leonel Galeano, 22, foi para o Rayo Vallecano, assim como o meia Fernando Godoy, 23, agora do Panetolikos (Grécia). O experiente Osmar Ferreyra, 30, foi vendido ao River Plate, que também pegou emprestado o jovem Martín Benítez, 19. Até o Barcelona (do Equador, claro!) foi às compras no Independiente, repatriando o meia colombiano Fabián Vargas, 33, que já jogou no Internacional.

De contratações, apenas se destacam o lateral-direito uruguaio Cristian Nuñez, que estava desde 2009 no Nacional de Montevidéu, e o empréstimo de Franco Razzotti, do Vélez. Quando o torcedor do time sete vezes campeão da Libertadores vai comemorar uma vitória?

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