Independiente bate Racing no clássico de Avellaneda

O aniversário podia ser do então goleiro titular Gabbarini, mas o estreante técnico Antonio Mohamed resolveu colocar o camisa 1, Hilario Navarro, para defender a meta do Independiente no Clássico de Avellaneda. Foi bem: Independiente 1 a 0 no Racing, onze jogos sem perder (seis vitórias e cinco empates) e uma estreia monumental diante de sua torcida no Libertadores de América.
O Racing começou a partida melhor com amplo fluxo de jogo. No entanto, as tentativas começaram a ser repelidas por um raçudo Navarro, que se arriscava ao tirar de soco as bolas cruzadas na área do Independiente.
Com a garantia de segurança na meta, o Rojo começou a aproveitar a várzea instaurada no lado direito defensivo do Racing para armar jogadas. Gracián, jogando de enganche, não fazia uma partida espetacular, mas conseguia manter o turno e uma efetividade diante do goleiro de Academia, De Olivera.
O Independiente teve até mesmo um lance claro de gol anulado por um impedimento marcado de forma errônea. Esse lance motivou a hinchada del Diablo colocar uma frase pouco amistosa (e logo retirada) em uma bandeira nas tribunas do estádio.
Só que em uma boa retomada de jogo, o Racing quase marcou com Hauche em duas oportunidades: aos 37 e aos 41 minutos do primeiro tempo. O gol não saiu porque a infelicidade da finalização do atacante encontrou a destreza do arqueiro rojo.
No finzinho do primeiro tempo, o Independiente conseguiu um escanteio. Mal armada a defesa do Racing, Gracián conseguiu cobrar a bola na cabeça de Báez que marcou o tento antes do apito final. Independiente 1 a 0, placar do intervalo.
O segundo tempo não é muito digno de comentário. O Independiente até foi melhor na primeira metade da etapa, mas sem nada extraordinário. Já a dificuldade do Racing em bater Navarro se tornava patética diante da boa partida do goleiro rojo.
O 1 a 0 final marcou a supremacia do Independiente no clássico. Agora, além dos cinco anos sem perder, o Independiente possui uma vantagem de 22 vitórias em jogos profissionais contra o Racing.
Dessa forma, pelo menos até 2011, o Racing terá que aguentar a famosa frase do Independiente: “Racing, hijo nuestro”. Filho esse que tem um padrinho hoje: Hilario Navarro. (FutebolPortenho.com.br)



