Argentina

Erros e ofensas

Nas últimas quatro partidas válidas pelo Apertura, o Lanús conseguiu 100% de aproveitamento. A vítima mais recente foi o recém-promovido Tigre, um dos vice-líderes até o início da rodada. O placar foi de 2 x 1. Com este resultado e o empate do Independiente – outro que era vice-líder – com o River por 1 x 1, o Granate ficou ainda mais perto do título. Quem está na segunda posição agora é o Boca, que derrotou o Racing por 3 x 0, em Avellaneda. A vantagem do Lanús é de três pontos.

Diego Cagna, técnico do Tigre, chamou a atenção após o confronto diante do Lanús. Ele afirmou que o árbitro Carlos Maglio maltratou seus comandados. A justificativa de Cagna para essa atitude é a de que o time acaba de chegar da segunda divisão. Além dessa reclamação, Cagna citou outras duas, também referentes a Maglio: o pênalti marcado em cima de Biglieri e a falta de Román Martínez em Lautaro Acosta. Cada uma dessas infrações deu origem a um gol do oponente.

Não foi só Cagna que tocou no assunto. Maglio também falou: “Eu jamais menosprezaria algum atleta, porque também venho da ‘B’. Quando um jogador protesta, em vez de eu expulsá-lo diretamente, lhe digo que fique calado para não deixar sua equipe con um a menos e para não arruinar o espetáculo”. Está aí um grande erro cometido no mundo inteiro. O árbitro não pode dar conselhos aos atletas. Deve apenas apitar.

Culpa do Olimpo

O Gimnasia Jujuy atuou em casa no último sábado. Seu adversário foi o Olimpo, que era o penúltimo colocado do Apertura. Quando o confronto foi encerrado, o Lobo tinha 10 homens em campo e o time de Bahía Blanca, 11. Apesar de tudo isso, os visitantes é que acabaram vencendo: 3 x 0. Este foi o último jogo de Mario Gómez como técnico do Gimnasia.

Depois da derrota, aconteceu uma reunião entre Raúl Ulloa, presidente do Gimnasia, e Gómez. Provavelmente, o treinador foi cobrado pelo seu ‘chefe’ e não gostou. Afinal, Gómez não demorou para pedir demissão. Algunas semanas atrás, mesmo chateado com o fato de parte da torcida não dar tanto valor ao seu trabalho, ele havia dito que iria cumprir seu contrato até junho. Tudo indica, portanto, que o clima não era nada bom durante a reunião. Questionado sobre essa decisão de Gómez, Ulloa deu a seguinte declaração: “Mario não tinha motivos para renunciar”. Estranho, não?

Por causa da camisa

Existem momentos em que o futebol torna-se bastante chato. Não somente pela baixa qualidade apresentada pelas equipes. Um exemplo foi dado no clássico de La Plata, realizado no domingo passado. No intervalo da partida, o atacante Luciano Leguizamón, do Lobo, trocou de camisa com o meia Verón. Por causa disso, Leguizamón foi criticado por parte da torcida e, também, por dirigentes do clube. Houve dirigentes, aliás, que pensaram em separar o atleta do elenco. Felizmente, a punição não será aplicada. A respeito dessa polêmica, Verón usou as palavras corretas: “Se pensam em puní-lo, não é bom. Justo quando falamos em erradicar a violência. Às vezes nos agarramos em pequenas coisas para justificar uma derrota ou um triunfo”.

Quando ocorreu este ‘ato terrível’ de Leguizamón, o Estudiantes ganhava do Gimnasia pela contagem mínima. O gol havia sido marcado por Salgueiro, aos 35 minutos. Antes de o placar ser aberto, o Lobo desperdiçou uma cobrança de pênalti: Herrera chutou e Andújar defendeu. No segundo tempo, o Pincha segurou o resultado. Graças à vitória, ultrapassou o rival na classificação e agora ocupa o 10° lugar, ao lado do Huracán.

– Atuando em casa, o Newell´s viu a derrota bem de perto, mas conquistou um ponto. Garcé abriu o placar para o Colón, aos três minutos da etapa final. Os Leprosos conseguiram empatar aos 45, com um gol de Lucero, que havia substituído um companheiro no intervalo.

– Calderón, aos 40 minutos do segundo tempo, marcou o único gol do jogo entre o Arsenal, seu time, e o Rosario Central.

– No clássico dos ‘bairros vizinhos’, San Lorenzo e Huracán empataram por 1 x 1.

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Equipe Trivela

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